Gênesis Estudos Bíblicos dos Versículos
Estudos bíblicos sobre Gênesis abordam as origens (criação, humanidade, pecado), os grandes temas (alianças de Deus, promessa de redenção), e as histórias dos patriarcas (Abraão, Isaque, Jacó, José), explorando versículos-chave como Gênesis 1:1 (Deus cria), Gênesis 1:26-27 (imagem de Deus), e Gênesis 3 (a Queda), preparando o terreno para o restante da Bíblia e revelando a natureza de Deus e a condição humana.
Capítulo
Estamos no início de tudo. Esta seção do livro trata da origem do universo, da origem da ordem nesta terra, da origem da vida, da origem do homem, da origem do pecado, da violência, da desordem, e da origem das diferenças nacionais e linguísticas.
Pela brevidade e beleza da composição e do estilo, esta vinheta sobre a criação é inigualável. O Deus - criador domina a cena. Ele fala e imediatamente se forma a ordem, proporcionando um belo lugar de habitação e de abundantes suprimentos para a criação mais sublime de todas: o homem. Majestade e poder marcam cada sentença.
Em resposta a pergunta: "QUEM FEZ TODAS AS COISAS?", a Bíblia declara ousadamente: DEUS ... CRIOU. Em resposta a pergunta "QUEM É ANTERIOR E MAIOR QUE TODAS AS COISAS"?, com igual ousadia a Bíblia anuncia: NO PRINCÍPIO ... DEUS. O céu e a terra não são Deus nem deuses; nem é Deus igual a natureza. Deus é o criador e a natureza é seu trabalho manual.
Genesis 1:2-5

Embora feita por Deus, a terra não estava pronta para o homem. Ainda estava em desordem, sem forma e vazia, e não havia luz. Contudo, havia atividade. O Espírito de Deus se movia continuamente sobre a face das águas.
A Bíblia não menciona nenhuma razão pela qual a Terra era sem forma e vazia. Possivelmente como resultado da batalha entre Deus e Satanás, quando Satanás se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu (para a Terra; afinal, ele e seus anjos caídos agora vivem nos céus, na atmosfera acima da Terra)..
O DIA DA LUZ E DAS TREVAS..
A energia é necessidade vital para o habitat do homem, e luz é energia. Por conseguinte, a primeira ordem de Deus foi: HAJA LUZ (vs 4-5). A ênfase na palavra falada de Deus é tão grande que cada dia criativo começa com uma ordem ou expressão da vontade divina. Em seguida, ocorre a execução da ordem e a declaração culminante : ERA BOM..
Onde há confusão, vazio ou escuridão em sua vida, Deus tem poder para falar e trazer clareza e ordem. A luz de Deus transforma o caos em um propósito..
Deus não depende de instrumentos naturais para realizar Sua vontade. Ele é a fonte primária de iluminação, glória e verdade. Assim como Deus fez brilhar a luz nas trevas da criação, Ele resplandece em nossos corações para nos dar o conhecimento de sua glória..
Somos chamados a caminhar na luz, permitindo que a Palavra de Deus ilumine nossas decisões, família e obras, rejeitando a escuridão..
Deus ainda diz hoje: "Haja luz". Ele deseja iluminar seu caminho, renovar sua esperança e trazer um novo começo. Entregue o seu "caos" a Ele e permita que a luz de Cristo brilhe sobre você.
Genesis 1:6-19

O DIA DAS ÁGUAS DIVIDIDAS
As águas foram separadas e acima da terra havia uma expansão. A palavra expansão ou firmamento transmite a idéia de solidez. Deus é o Criador, e a partir desta declaração o Antigo Testamento passa a mostrar que a natureza é uma criatura e uma ferramenta.
ENTÃO DEUS DISSE: "JUNTEM-SE AS ÁGUAS QUE ESTÃO DEBAIXO DO CÉU NUM SÓ LUGAR, PARA QUE APAREÇA UMA PARTE SECA". e ASSIM ACONTECEU. DEUS CHAMOU A PARTE SECA DE TERRA E AS ÁGUAS DE "MARES". E DEUS VIU QUE ISSO ERA BOM. ENTÃO DEUS DISSE: "PRODUZA A TERRA VEGETAÇÃO: TODA ESÉCIE DE PLANTAS COM SEMENTES E ÁRVORES QUE DÃO FRUTOS COM SEMENTES. AS SEMENTES PRODUZIRÃO PLANTAS E ÁRVORES, CADA UMA CONFORME A SUA ESPÉCIE" ESSE FOI O TERCEIRO DIA. Deus, no terceiro dia formou um futuro habitat para o homem, que é criatura da terra. Sob a ordem de Deus, terra e mar se separam, e formam, vida e beleza e enfeitam a terra. O testo não descreve como essas separações ocorreram, nem há uma lista das forças dinâmicas e naturais envolvidas.
ENTÃO DISSE DEUS: "HAJA LUZES NO CÉU PARA SEPARAR O DIA DA NOITE E MARCAR AS ESTAÇÕES, OS DIAS E ANOS. QUE ESSAS LUZES BRILHEM NO CÉU PARA ILUMINAR A TERRA". E ASSIM ACONTECEU. DEUS CRIOU DUAS GRANDES LUZES A MAIOR PARA GOVERNAR O DIA E A MENOR PARA GOVERNAR A NOITE, E CRIOU TAMBÉM AS ESTRELAS ... ESSE FOI O QUARTO DIA. os pagãos adoravam o sol, a lua e as estrelas como deuses e deusas de poder formidável. Mas para Deus eles possuem uma função e nada mais.
Sabemos que a lua não é energia luminosa em si, mas um refletor da luz solar. Mas sua posição única prova que Deus a criou e a colocou nessa posição crucial.
Quais estrelas foram criadas naquela época não tem importância. Os cientistas estimam atualmente que o universo tenha um número total de estrelas de 10²⁰ a 10²² (um 1 seguido de 22 a 24 zeros), o que é mais do que todos os grãos de areia da Terra.
No quinto dia, Deus falou para as águas, as quais produziram criaturas e pássaros encheram o ar. No verso 21, vemos outra tríade: as grandes baleias ... todo réptil de alma vivente ... e toda ave de asas.
O texto não nos conta como as águas colaboraram com o Criador, mas para enfatizar a estreita ligação entre Deus e suas criaturas é empregado o verbo criou. No antigo Testamento, a bênção divina é um ato criativo e uma capacitação para que aquele que recebe cumpra seu destino segundo a vontade de Deus. Neste caso, a vontade de Deus é que as criaturas se reproduzam abundantemente ... conforme as suas espécies. Este ato serviu para anular a condição anterior de "vazia".
ENTÃO DEUS DISSE: "PRODUZA A TERRA GRANDE VARIEDADE DE ANIMAIS, CADA UM CONFORME A SUA ESPÉCIE: ANIMAIS DOMÉSTICOS, ANIMAIS QUE RASTEJAM PELO CHÃO E ANIMAIS SELVAGENS".
Mas este dia teria a coroação do ato criativo. A deidade, em deliberação, disse: FAÇAMOS O HOMEM. Esta criatura tinha que ser diferente. Deus disse que O HOMEM tinha que ser feito Á NOSSA IMAGEM, tendo certa semelhança com a realidade, mas carecendo de plenitude. O homem devia ser CONFORME A NOSSA SEMELHANÇA, tendo similitude geral com Deus, mas não sendo uma duplicata exata. Não era para ele ser um pequeno Deus, mas definitivamente tinha de estar relacionado com Deus e ser o portador das características distintas espirituais que o marcam exclusivamente como ser superior aos animais.
Então temos: "O HOMEM FEITO A IMAGEM DE DEUS".
1- Um ser espiritual apto para a mortalidade, v 26.
2- Um ser moral que tem a semelhança de Deus, v 27.
3- Um ser intelectual com a capacidade da razão e de governo, v 28-30.
Genesis 2:2-3

Nos dez mandamentos, a relação dos seis dias de trabalho de Deus com as coisas materiais para um dia de descanso serve de base para observância do homem de um dia de descanso (Êx 20.8-11). Este é um dia instituído por Deus que deve ser respeitado. Neste dia, o mandamento de Deus para o homem vencer a natureza é deixado de lado, e o homem reconhece uma lei superior na qual se entrega a Deus. O homem pode trabalhar por seis dias, mas precisa de um dia de descanso para trabalhar por mais seis dias.
Ao contrário do sabbattu babilônico, no qual demônios perigosos perambulavam livremente, o sábado instituído aqui foi santificado por Deus. Era para ser um dia de alegria e contentamento, de renovação interior, e de louvor a um Deus misericordioso. Na crença pagã, certas forças naturais, coisas, lugares, animais ou pessoas eram intrinsecamente santos, até divinos: mas em nenhuma parte desta história da criação a santidade é atribuída a algo que venha da natureza. DEUS RESERVOU O SÁBADO PARA QUE NELE O HOMEM APROFUNDASSE SUA RELAÇÃO COM SEU CRIADOR.
A base do sábado foi trocada do evento da criação para o evento da ressurreição; por conseguinte, o tempo foi mudado do sábado para o domingo. Contudo, o mesmo princípio subjacente persiste; seis dias são dados para o domínio do homem sobre a natureza, mas o sétimo dia é o Dia do Senhor. É o início de uma nova vida através da Ressurreição do Senhor Jesus Cristo. E com isso, o INÍCIO da semana.
Genesis 2:4-6

Nos primeiros capítulos da Bíblia, Deus transmite claramente o seu desejo de que as nossas vidas sejam frutíferas. Duas coisas necessárias para termos vidas frutíferas são equilíbrio e poda. Para manter o equilíbrio, precisamos garantir que possuímos as quantidades certas de nutrição saldável, descanso, trabalho, diversão, tempo a sós com Deus e tempo para desfrutar de relacionamentos santos.
A posa nem sempre é agradável, mas ela certamente assegura que as situações, atividades ou relacionamentos que nos provocam desgaste não continuarão a ter esse tipo de ação sobre nós. Isto significa que alguma coisa precisa ser cortada ou removida de nossas vidas, mas Deus promete grande recompensa como resultado - mais frutificação do que nunca!
Permaneça equilibrado deixando que Deus, o sábio Mestre Agricultor, pode sua vida como achar melhor, e você desfrutará de tempos abundantes e de grande realização.
Genesis 2:7

O homem é apresentado como criatura da terra. Ele é formado do pó. Com profundo interesse, Deus inalou vida no homem, ato que realça o fato de que a vitalidade do homem e a dinâmica interna vêm diretamente de Deus. Qualquer outro objeto do afeto e esperança do homem é ilusão. Ele é feito por dois mundos; portanto, ser separado de Deus é murchar como o fruto de uma videira cortada.
1-A Matéria (Pó da Terra): Representa a fragilidade humana e a conexão com a terra. O homem foi moldado fisicamente, indicando cuidado e design divino.
2-O Sopro Divino (Fôlego da Vida): Diferente da criação dos animais, Deus soprou diretamente no homem. Esse "sopro" que representa vida física, mental e espiritual, tornando o homem único, à imagem de Deus.
3-Alma Vivente : A combinação do corpo (pó) com o fôlego divino resulta em um ser humano, uma alma vivente.
4-Significado Teológico: Gênesis 2:7 enfatiza que o ser humano não é apenas matéria, mas um ser espiritual que precisa de comunhão com o Criador, sendo criado para viver em relação com Ele.
Conexão com o Novo Testamento: Paulo, em 1 Coríntios 15, contrasta Adão (o primeiro ser vivente) com Cristo (o último Adão, que dá vida), mostrando que o homem depende de Deus para a vida eterna.
Em suma, Gênesis 2:7 nos lembra que somos poeira animada pela própria vida de Deus, destacando nossa dignidade e nossa profunda dependência dEle.
Genesis 2:18-31

Gênesis 1:27 relata que Deus criou a humanidade com gênero binário como homem e mulher. No final da semana da criação, Deus declara que toda a Sua criação era muito boa (Gênesis 1:31). Como Deus planejou a binaridade de gênero e porque Ele a chamou de muito boa, fica claro na narrativa de Gênesis que a distinção entre homem e mulher é importante. Entretanto, talvez não reconheçamos quão importante até lermos o relato mais detalhado e ampliado de como Deus realmente criou o primeiro homem e a primeira mulher em Gênesis 2. É nesse contexto que Deus declara que não é bom que o homem esteja só (Gênesis 2:18). Essa é a primeira vez que se diz que algo não é bom. A primeira coisa ruim a ser registrada é que a mulher ainda não tinha entrado em cena! Isso diz muito sobre a importância da mulher no desígnio de Deus.
Então Deus colocou Adão para dormir e realizou uma espécie de cirurgia, removendo uma de suas costelas e depois curando a ferida (Gênesis 2:21). Dessa costela Deus formou a primeira mulher (Gênesis 2:22). Quando Deus a trouxe a Adão, Adão reconheceu o seu valor (talvez porque primeiro lhe foi mostrado que estava sozinho). Adão entendeu que ela foi tirada dele e que estavam unidos de maneira única (Gênesis 2:23). Embora iguais em valor, eram distintos em desígnio. Deus completou a Sua obra criativa, com a mulher como a pincelada final, e os ingredientes fundamentais de gênero, sexualidade e casamento foram iniciados (Gênesis 2:24–25). Deus projetou o homem e a mulher para serem iguais e, ainda assim, muito diferentes. Em certo sentido, eram opostos e ambos eram necessários para cumprir o Seu desígnio.
A Instituição do casamento – versos 22-24.
Estas passagens bíblicas provam que o casamento é uma instituição divina. Deus pessoalmente realizou o primeiro casamento. De fato, o casamento, foi a única instituição que começou antes da queda do homem. Quão infelizmente o pecado do homem tem deformado o plano de Deus. A intenção de Deus é que o casamento seja uma indissolúvel e abençoada união. Um homem e uma mulher unidos e sendo exclusivos dos demais. O pecado trouxe o divórcio, a poligamia, o concubinato, a poliandria, o adultério, a promiscuidade e a perves.
A serpente se enfiou sorrateiramente no jardim tranquilo como um visitante sinistro. A medida que a história progride, a serpente é apresentada em todos os lugares como instrumento de certo poder espiritual oculto. No Novo Testamento, Jesus relaciona a serpente ao diabo ( Jo 8.44), como o também o faz Paulo (Rm 16:20, 2 Co 11:3, 1 Tm 2:14) e João (Ap 12:9, 20:2).
A serpente começou a conversar com uma expressão de surpresa: NÃO COMEREIS DE TODA ÁRVORE DO JARDIM? e passou a citar erroneamente a ordem original de Deus, tornando-a absurda. A proibição original estava relacionada só com uma árvore, mas a serpente disse DE TODA ÁRVORE, observe que desde o princípio essa técnica de distorcer as palavras é usada. É a corrupção da linguagem já sendo usada desde os primórdios. A frase que em 2:16 é encontrada na ordem permissiva e não na ordem negativa (2:17). A serpente põe em dúvida a bondade de Deus: Ele foi muito restritivo, retendo desnecessariamente benefícios de grande valor.
Essa primeira pergunta era aparentemente inocente, mas enganou A MULHER, fazendo com que ela também citasse erroneamente a ordem. Ela tornou a proibição muito mais forte do que realmente era. Deus não disse: NEM SEQUER TOQUEM NO FRUTO DAQUELA ÁRVORE (v 3). Mas Ele fez a ameaça de castigo muito mais séria do que PARA QUE NÃO MORRAM. Ela tornou, sem perceber, a ordem irracional e o castigo mera possibilidade, em vez de ser um resultado inevitável. A mulher perdeu a oportunidade de ouro de derrotar a sugestão da serpente. Tivesse ela citado a ordem corretamente e se aferrado a ela, o inimigo não teria podido prosseguir com seu intento. A mulher deveria ter percebido que os animais não falam e, portanto, deveria ter percebido o mal.
A serpente percebeu a vantagem e passou a negar categoricamente a verdade da declaração punitiva de Deus, declarando positivamente: CERTAMENTE NÃO MORREREIS (v 4). Ele concentrou seu ataque incitando ressentimento contra a restrição e suscitando desejo de poder.
Genesis 3:4-5

A serpente concentrou seu ataque incitando ressentimento contra a restrição e suscitando desejo de poder. Deus estava usando a finalidade da morte como dispositivo para sonegar ao gênero humano a descoberta de algo - SEUS OLHOS SE ABRIRÃO. Ele não estava impedindo o homem de possuir um bem que o homem tinha direito de ter? A serpente estava acusando Deus de motivo impróprio, de egoisticamente manter o homem em nível de existência inferior. O verdadeiro destino do homem, a serpente indicou, era SER COMO DEUS. A característica principal do ser divino era o poder de saber O BEM E O MAL. Este saber não era conhecimento abstrato, mas a habilidade prática de saber todas as coisas, inclusive inteligência de inventar e estabelecer padrões éticos.
Engenhosamente, a serpente sugerira que desobedecer a ordem de Deus ocasionaria, não a morte, mas uma vida completa e rica para o homem. Não foram feitas promessas positivas, só a sugestão de possibilidades que eram fascinantes e misteriosas. Este era o apelo nuclear do paganismo, crença de que grandes realizações, pensamento profundo ou ritual cuidadosamente observado introduziriam a pessoa no reino divino. Este também é o pecado básico do homem, alcançar o estado de ser absolutamente livre e auto-suficiente.
Então temos: O APELO SA SERPENTE:
1- Ao desejo físico
2- A curiosidade intelectual
3- A disposição de auto-afirmação.
Foi muito triste que a mulher tenha dado ouvidos a serpente. E o diabo conseguiu plantar no coração dos homens o mesmo desejo que ele tinha de ser igual a Deus, ou melhor que Deus, ou acima de Deus. Hoje, com o surgimento da internet e dos canais de podcasts antigas filosofias e enganos tem vindo a tona e se tornado motivo de curiosidade de muitos, como as mentiras sobre Deus no gnosticismo é preciso ter cuidado pois assim como o inimigo enganou Eva com palavras sorrateiras e sofismas muitos ensinos hoje trazem mais desse mesmo engano. Cuidado! Vigiai, orai e estudai a Bíblia que é a Palavra de Deus.
Genesis 3:9-13

A pergunta: ONDE ESTÁS, não foi feita por Deus para saber o paradeiro deles, mas porque Ele queria induzir a resposta e fazer o homem e a mulher saírem do esconderijo pela própria confissão.
A resposta de Adão: TIVE MEDO, esclarece o motivo de terem se escondido. A mentira do diabo foi revelada, comer do fruto da árvore não fez o homem semelhante a Deus, como sugeriu a serpente, mas comprometeu sua verdadeira essência de ser homem diante de Deus.
Deus conhece o bem e o mal da perspectiva da bondade divina e soberana. Mas o homem, sendo dependente de Deus, só pode conhecer o bem e o mal da perspectiva da desobediência à vontade de Deus. O conhecimento do bem e do mal veio junto com a culpa e o medo.
A primeira pergunta foi feita diretamente ao homem: " VOCÊ COMEU DO FRUTO DA ÁRVORE QUE EU LHE ORDENEI QUE NÃO COMESSE?" (v. 11). Adão não tinha desculpa, porque ele sabia qual era a ordem. Tratava-se de uma proibição simples e clara. Mas Adão não enfrentou sua responsabilidade; ele passou a culpa para a esposa - ELA ME DEU - e Deus não a deu para ele? Certamente, ela era digna de confiança como guia para a ação.
A MULHER também tentou evadir-se da responsabilidade, dizendo : A SERPENTE ME ENGANOU (v. 13). Então ela se deu conta que a serpente "a fez de boba".
Então temos:
1- O pecado causa culpa pessoal
2- O pecado separa Deus e o homem
3- Deus busca o homem pecador
4- Deus perdoa a culpa do homem.
Genesis 3:14-15a

PRONUNCIAMENTO DOS VEREDICTOS
Os pecados cometidos estão refletidos nas punições, as quais foram aplicadas em partes.
A SERPENTE foi amaldiçoada. A serpente posou como supremamente sábia, mas sua maneira de se locomover sempre seria símbolo de sua humilhação.
O castigo envolveria INIMIZADE, hostilidade entre pessoas. A SEMENTE da serpente, que Jesus relaciona aos ímpios (Mt 13:38-39; Jo 8:44), e a SEMENTE da mulher, têm ambas sentido fortemente pessoal. Deus disse a serpente: A semente da mulher TE FERIRÁ A CABEÇA. Compare a referência de Paulo a isto em Romanos 16:20 - EM BREVE O DEUS DA PAZ ESMAGARÁ SATANÁS SOB OS PÉS DE VOCÊS. A serpente só poderia ferir o calcanhar da semente da mulher. De fato, ferir não é forte o bastante para traduzir o termo hebraico, que pode significar moer, esmagar, destruir. Uma cabeça esmagada que leva à morte é contrastada com um calcanhar esmagado que pode ser curado. O verso 15 é chamado "proto- Evangelho", pois contém uma mensagem de esperança para o casal pecador. O MAL NÃO TEM O DESTINO DE SER VITORIOSO PARA SEMPRE; Deus tinha em mente um Vencedor para a raça humana. Há um forte Caracter Messiânico neste verso.
Gênesis 3:14-19

Para alguns, esta é a primeira profecia da Bíblia. Quando Deus criou Adão e Eva , ele os colocou em um belo lugar chamado jardim do Éden. Ele criou muitas árvores diferentes e disse que eles poderiam comer de qualquer árvore do jardim , menos da árvore do conhecimento do bem e do mal. Eles desobedeceram , é isso é pecado: o pecado sempre tem um preço. Deus decretou sete juízos por causa do pecado.
- Satanás é eternamente amaldiçoado
- A cabeça de satanás, no final será esmagada.
- Ao longo da história, haverá conflito entre a descendência da serpente e a descendência da mulher, entre o bem e o mal.
- Ao longo da história, a mulher terá dor durante o parto.
- Ao longo da história, a mulher terá de submeter-se ao seu marido.
- Ao longo da história, o homem terá de trabalhar para se alimentar.
- Ao longo da história, os seres humanos morrerão.
Esta profecia está sempre se cumprindo, mas só se cumprirá completamente em algum momento após o milênio. Satanás sofreu uma grande derrota quando Jesus morreu na cruz para levar nossos pecados.
É animador saber que Jesus, por fim, derrotará satanás, e o que Deus começou no jardim do Éden será concluído na eternidade. A queda de Adão e tudo que satanás fez no passado ou fará no futuro não frustrarão o plano original de Deus.
Por isso , fique firme!
Gênesis 3:16

Aqui no Brasil essa semana (domingo) é comemorado o dia das mães. Gostaria então de falar de algumas mães bíblicas. E começando com ela que foi a MÃE DE TODOS OS VIVENTES, Eva.
A voz de Eva é como um aviso vindo de tempos antigos a toda mulher para que siga o caminho da obediência. Ressoa como uma nota de esperança quando a mulher falha; ela encontra a justiça de Deus, mas também experimenta sua graça.
A pureza e a inocência foram quebradas quando a serpente entrou em cena. Eva escolheu acreditar na mentira de Satanás. Ela era livre para colocar sua vontade acima da de Deus e assim ela fez.
Expulsa de seu agradável lar, Eva concebeu e teve dois filhos. Sua alegria pelo nascimento deles foi transformada em dor, como predito por Deus. Caim matou Abel e foi banido e Eva ficou sem filhos até que a graça de Deus, mais uma vez, a visitou dando-lhe outro filho, Sete, que veio a ser ancestral do Messias.
A sentença para a mulher foi "sofrimento na gravidez". A gravidez, em si, não é uma condenação. Os filhos são herança e recompensa do Senhor (Sl 127:3). Ao dar à luz, a mulher tem a oportunidade de dar as mãos ao Criador na multiplicação da humanidade. Imaginar uma gestação sem dificuldades é difícil, mas aparentemente esse era o plano original do Criador.
Genesis 3:17

Deus pôs uma maldição diretamente na terra em vez de colocá-la no homem. Adão foi comissionado a trabalhar com a terra, mas já não seria por prazer. O homem se submeteu tão facilmente ao apelo da mulher que ele comeu o fruto proibido. Agora seu trabalho na terra seria misturado com dor (v. 17). De todos os lados ele seria confrontado por competidores: ESPINHOS E CARDOS (v 18), que crescem profusamente sem cultivo e não produzem comida para o homem.
A morte física não seria imediata, mas seria inevitável, PORQUANTO ÉS PÓ E EM PÓ TE TORNARÁS (v 19). O tipo de morte que o homem sofreu imediatamente foi espiritual: separação de Deus, o Espírito (Santo) foi imediatamente retirado: Não era mais possível falar/comunicar-se diretamente com Deus.
Genesis 3:20-23

Adão dá nome à sua esposa, Eva, que significa "viver". Literalmente, Adão chamou sua esposa de "vida" porque ela seria a mãe de todas as almas vivas. Deus fez vestes de pele e os vestiu com elas (proxima vez mais). Isso é visto por muitos como o primeiro sacrifício animal. Até este ponto, a humanidade não havia recebido autorização para comer animais, apenas plantas; a permissão para comer animais não ocorre até Gênesis 9. O sangue foi derramado pela morte de outrem, a fim de oferecer as vestes que Deus providenciou por Sua graça. Mais tarde, Israel ofereceria sacrifícios de animais para remediar seus pecados.
Deus prometeu que, no dia em que pecassem, Adão e Eva experimentariam a morte. Que tipo de morte eles vivem aqui? A morte significa separação. A morte física ocorre quando o espírito humano se separa do corpo. Adão e Eva são, agora, separados do paraíso, separados da imortalidade. Eles são separados do relacionamento especial com Deus, são separados da inocência, são separados da vida eterna e da criação. Eles são até mesmo separados de si mesmos, buscando jogar a culpa no outro, ao invés de assumirem a responsabilidade por suas ações. Finalmente, ao serem exilados do jardim, eles são condenados à morte física.
Disse Deus Jeová: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Agora, para que ele não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente, Deus Jeová o enviou para fora do jardim do Éden, a fim de cultivar a terra de que havia sido tomado.
O homem e a mulher tinham buscado ser como Deus, que sabe o bem e o mal, como seres que são soberanos. Mas nunca poderiam alcançar este status. Eles só possuíam o fôlego e a imagem de Deus. Como resultado da sua intrusão em um âmbito que não era deles foi uma negação do seu estado de criatura e uma rebelião contra a singularidade do Criador. O homem tinha que ter o acesso impedido à árvore da vida para que ele não se fixasse na rebeliãoe viveriam eternamente em pecado, eternamente separados de Deus, mas receberiam a oportunidade, por meio de Jesus Cristo, de se reconciliarem com Deus.
Gênesis 3:21

Satanás usó el cuerpo de una serpiente y dijo medias verdades para seducir a Eva. Eva ofreció el fruto prohibido a Adán. Ahora tenía una libre elección:
- O elegir por su esposa y CONTRA Dios.
- O elegir por Dios y no comer la fruta prohibida.
Adán escogió mal, debido a su elección CONSCIOUS, el pecado se transmite a través de la semilla masculina pecaminosa, mientras que el huevo femenino es sin pecado (el huevo de la VIRGEN María era sin pecado).
La cubierta con hojas de higo, que digieren, no ayudó.
Fue Dios mismo quien mató a un animal INOCENTE para hacer túnicas, porque sin derramamiento de sangre no se hace remisión.
Jesús hizo el sacrificio PERFECTO. Pero uno de los soldados le abrió el costado con una lanza, y luego salió SANGRE (y agua as pruebas médicas de Sua morte) Juan 19:34.
Para cualquiera que crea en este sacrificio de Jesucristo, es la posibilidad de la vida eterna en el Cielo. Es una elección personal, así como Adán, el primer hombre, tuvo que elegir. La elección que uno hace.tiene sus propias consecuencias.
Satanás usou o corpo de uma cobra e falou meias verdades para seduzir Eva. Eva ofereceu o fruto proibido a Adão. Agora ele tinha uma escolha livre:
Ou para escolher seguir sua esposa e ir contra Deus.
Ou escolher a vontade de Deus e não comer o fruto proibido.
Adão escolheu errado por causa de seu livre arbítrio, CONSCIENTE, o pecado é transmitido através da semente masculina pecaminosa, enquanto o óvulo é sem pecado (o óvulo da VIRGEM Maria era sem pecado).
A cobertura com folhas de figueira, que murcham e secam, não ajudou.
Foi o próprio Deus quem matou um animal INOCENTE para fazer túnicas, porque sem derramamento de sangue, não haverá perdão.
Jesus fez o sacrifício PERFECTO.
Para quem acredita neste sacrifício de Jesus Cristo, a possibilidade da vida eterna está no Céu. É uma escolha pessoal, assim como Adão, o primeiro homem, teve que escolher. A escolha que se faz tem suas próprias consequências.
Genesis 3:7 e 21

Verso 7 Seus olhos se abriram; imediatamente reconheceram a diferença entre o certo e o errado. Estavam cientes de sua nudez. E então, as primeiras pessoas passaram a agir por conta própria. Tentaram esconder sua nudez. Como? Por meio de um ato de SEU PRÓPRIO poder. Cortaram folhas. Folhas que, após serem cortadas, morreram e murcharam, removendo sua cobertura. Assim, cortando constantemente se tornando necessário para continuar a cobrir sua nudez. O homem é INCAPAZ de prover uma solução eterna para a separação entre Deus e o homem. A SOLUÇÃO ocorre, em primeiro lugar, no verso 21, e a solução final por meio da morte e ressurreição do filho de Deus, Jesus Cristo.
O homem não se tornou igual a Deus. Em sua estupidez, ele faz uma cobertura de folhas que murcham. O homem não obteve o conhecimento onisciente de Deus!
Verso 21 Aqui, muitos leem superficialmente este texto, mas é um dos dois eventos mais importantes da Bíblia. A base para o segundo.
No verso 7, as pessoas haviam usado folhas para cobrir sua nudez, um poder humano próprio! O homem pensa que pode se libertar, mas com uma solução que logo se deteriora.
Este verso deixa claro que Deus não aceita essa solução. As folhas murcham e não cobrem mais nada. O próprio Deus mata um animal, mata um animal inocente no lugar do homem. Da mesma forma, Jesus foi pregado inocentemente na cruz e sacrificado pelos pecados da humanidade. O animal não tinha dívida; Jesus não tinha dívida. A culpa do homem foi transferida para o animal; a dívida é transferida do crente para Jesus na cruz. Adão e Eva tiveram que usar a pele do animal pelo resto de suas vidas. Provavelmente, para cada um deles, um animal foi sacrificado, pois a Bíblia fala sobre vestes de peles. No entanto, apontando para Jesus, Seu ÚNICO sacrifício é suficiente para TODA A HUMANIDADE e é eterno!
A pele de um animal dura a vida toda, não uma cobertura temporária de folhas que murcham. Uma vez que Jesus trouxe o sacrifício, este se aplica à vida do homem.
Pelo resto de suas vidas, Adão e Eva estarão cientes de sua escolha errada, desde o pecado cometido até o ato de se vestirem com o animal inocente sacrificado. Sem derramamento de sangue não há perdão de pecados; Hebreus 9:22 se cumpre aqui.
O ato humano de se cobrir com folhas é desfeito. Coitado do homem que pensa que pode realizar sua redenção por suas próprias obras. Seu destino, ao rejeitar a solução de Deus, é uma separação eterna de Deus após a morte.
Genesis 4:1-2

Um aspecto terrível do pecado é que ele não pode ser isolado nem obliterado facilmente. Ele executa progressivamente sua obra devastadora na sociedade, de geração em geração. O pecado de Adão e Eva não causou infortúnio apenas para as suas vidas; passou de pai para filho, de época para época. A história do capítulo 4 ilustra dolorosamente este fato e as genealogias ampliam as repercussões do mal por todas as gerações.
A história dos primeiros dois rapazes nascidos a Adão e Eva realça as repercussões do pecado dentro da unidade familiar. Os rapazes, Caim e Abel, tinham temperamentos notavelmente opostos. Caim gostava de trabalhar com plantas cultiváveis. Abel gostava de estar com animais vivos. Ambos tinham uma disposição de espírito religioso. Os filhos de Adão e Eva levaram sacrifícios ao Senhor, o primeiro incidente sacrificial registrado na Bíblia.
O fato de Abel também ter trazido as melhores partes dos cordeiros primogênitos significa que ele reconheceu que "Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados" (Hebreus 9:22). Isso foi deixado bem claro para seus pais em Gênesis 3:21, e sem dúvida seus pais transmitiram esse ensinamento. Por essa razão — que Caim não quis reconhecer isso "sem derramamento de sangue", mas, em vez disso, ofereceu um sacrifício de SUAS PRÓPRIAS obras — seu sacrifício foi rejeitado por Deus. Afinal, esse animal sacrificado apontava para o sacrifício de Jesus, que morreu pelo pecado.
O primeiro indício se apresenta quase imediatamente. Caim não suportava o fato de Deus ter instituído o sacrifício de um animal INOCENTE. A preferência do Senhor por Abel, que atendia aos requisitos de Deus, encheu Caim de fúria. Caim desejava ser "o primeiro" e trazer um sacrifício de SUAS PRÓPRIAS obras.
Hoje não é diferente; as pessoas querem alcançar a reconciliação por meio de sua própria força e obras. Elas rejeitam a obra de Jesus Cristo e não desejam reconhecê-Lo como Salvador e Senhor.
O Senhor não estava ausente na hora da adoração. Ele abordou Caim e lhe deu um aviso. Deus não o condenou diretamente, mas por meio de um jogo de palavras informou Caim que ele estava em real perigo.
Genesis 4:7

Deus não o condenou diretamente, mas por meio de um jogo de palavras informou Caim que ele estava em real perigo. Em hebraico, a palavra aceitação é, literalmente, "levantamento". Um olhar abatido não é companhia adequada de uma consciência pura ou de uma ação correta. o ímpeto das perguntas de Deus era levar Caim à introspecção e ao arrependimento.
Se Caim tivesse feito bem, com certeza Deus o teria grandiosamente recebido. Mas, se Caim não tivesse feito bem? Esta era a verdadeira questão que Caim ignorava, pois ele lançava a culpa em Abel. A ameaça a sua vida espiritual não estava longe. O pecado estava bem do lado de fora da porta, pronto para levar Caim a ruína.
O texto descreve o pecado como um demônio malévolo, pronto para se lançar sobre Caim se este sair da presença de Deus sem se arrepender. Deus graciosamente ofereceu a Caim o poder de vencer o pecado: VOCÊ DEVE DOMINÁ-LO.
A última frase pode ser parafraseada assim: "VOCÊ DEIXOU O FOGO DA RAIVA ARDER POR DENTRO; POR CONSEGUINTE, QUANDO VOCÊ SAIR DA MINHA PRESENÇA, O PECADO TE TOMARÁ. É MELHOR VOCÊ DOMINAR A RAIVA PARA QUE A DESTRUIÇÃO NÃO TE VENÇA".
Gênesis 4:8-16

Infelizmente Caim saiu da presença de Deus e a raiva se transformou em ciúme, o qual, por sua vez, se tornou em ódio assassino junto com um plano ardiloso. No campo, um dia a ação má foi executada - Caim .. Matou Abel deliberadamente e sem provocação.
Mas Caim não pode evitar o SENHOR (v. 9). Logo se desenvolveu a cena de julgamento. OUÇA! A VOZ DO SEU IRMÃO CLAMA A MIM DA TERRA! (v. 10). A terra, ou seja, as plantas e as árvores, são capazes de falar com Deus. Veja Marcos 11:12-20, onde Jesus amaldiçoa a figueira, que, portanto, evidentemente tinha uma responsabilidade.
É vívida a expressão idiomática que significa: "Tu pode tentar esquecer teu ato de violência, mas eu não posso. O que quer que aconteça com meus filhos é questão de preocupação pessoal para mim". O privilégio de cultivar a vida vegetal foi tomado de Caim e ele foi banido para o deserto, fim de ser fugitivo e errante (v. 12).
A exposição do seu pecado mudou Caim. O ódio arrogante se tornou em medo covarde misturado com autopiedade. Ele estaria suscetível do mesmo destino que desferiu ao irmão. Não pôde nem suportar o pensamento. Mas Deus não escarneceu dele. Mais uma vez sua misericórdia suavizou o castigo. PÔS O SENHOR UM SINAL EM CAIM (v. 15). Note que Caim já tinha irmãos e irmãs que foram capazes de vingar a morte de seu irmão Abel.
Assim, Caim partiu para enfrentar a vida totalmente nova, longe de Deus. A designação TERRA DE NODE (v. 16) significa terra da vagueação, e não parece ser o nome de uma região específica.
Gênesis 4:16

A DESCENDENCIA DE CAIM: CRIATIVOS E IMPIEDOSOS ( 4.17-24)
A importância de Caim foi exaurida, e a linhagem de sua posteridade rebelde é incompletamente apresentada em forma genealógica abreviada.
Verso 17 diz que Caim teve relações com sua mulher. A esposa de Caim foi, implicitamente, uma irmã que partiu com ele para o exílio. Caim começou a construir uma habitação fortalecida, uma cidade, e orgulhosamente a chamou de Enoque, o nome do seu primeiro filho.
A descendência de Caim, narrada em Gênesis 4, representa a linhagem ímpia que se desenvolveu longe da presença de Deus, focada no progresso material, cultural e na violência, culminando na poligamia de Lameque e perversidade generalizada. Esta linhagem tecnológica, que inclui os inventores da pecuária, música e metalurgia, também foi eliminada pelo Dilúvio.
Enquanto a linhagem de Caim se foca em avanços terrenos, a de Sete (após a morte de Abel) é descrita como aquela que começou a invocar o nome do Senhor (Gênesis 4:26), marcando um contraste entre impiedade e piedade.
Esse capítulo fala da descendência de Adão.
E a primeira coisa que podemos observar é que mesmo com a queda a imagem de Deus não foi totalmente destruída na humanidade. E também nos mostra que o propósito de Deus segue intacto mesmo em um mundo afetado pelo pecado.
A genealogia segue um padrão:
1- Nome do patriarca
2- A idade em que foi gerado o filho destacado
3- Tempo de vida após o nascimento do filho
4- Menção de outros filhos e filhas
5- Idade total
6- Refrão : " e morreu".
Adão gera Sete conforme a sua imagem e semelhança. Essa linguagem é intencional e aponta para a continuidade da imagem de Deus através da linhagem da promessa, não por meio de Caim, mas de Sete.
DE SETE ATÉ JARED
Cada geração segue o padrão estabelecido, enfatizando a longa vida, a benção da fertilidade e, ao final, a inevitável morte. A longevidade extraordinária desses patriarcas chama a atenção. Alguns estudiosos destacam que nos primórdios da raça, antes que o pecado prolongado e persistente reduzisse a vitalidade humana e as doenças se desenvolvessem a idade avançada e o vigor eram bem possíveis. Mesmo assim, não há números de anos na terra que mude o fato da morte. Esse é o resultado do pecado, a morte física, e o único que esse destino foi evitado foi Enoque. Ele andou ... com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou (verso 24). O que fica claro é que mesmo em um mundo corrompido é possível viver em comunhão com Deus. Não existe desculpa.
Gênesis 5:29

Lameque foi o pai de Noé. Esse nome, Noé, significa consolo ou descanso. E ao ler esse trecho imaginamos, que dores, dificuldades ou sofrimentos Lameque estava enfrentando para dar esse nome ao filho? Jesus disse que a boca fala do que está cheio o coração. Lameque talvez estava exausto do trabalho duro que é a agricultura, debaixo do sol, arando a terra. Então ao nascer um filho ele dá esse nome como uma esperança de dias melhores. Mas a pergunta é, Lameque estava profetizando sobre a vida do filho? Alguns estudiosos dizem que sim. Mas eles são muito grosseiros ao restringir à agricultura o que é aplicável a todas as misérias da vida humana que procedem da maldição de Deus e são frutos do pecado. Pois, sob um tipo de trabalho, ele compreende todo o estado miserável no qual a humanidade havia caído.
Pois, sem dúvida, devemos nos lembrar do que Moisés relatou acima, a respeito da vida laboriosa, triste e ansiosa com a qual Adão estava condenado: e como a maldade do homem aumentava diariamente, nenhuma mitigação da penalidade poderia ser esperada, a menos que o Senhor trouxesse socorro inesperado. É provável que eles procurassem sinceramente a misericórdia de Deus; pois sua fé era forte e a necessidade os instigava ardentemente a desejar ajuda. Mas, como o nome não foi imprudentemente dado a Noé, podemos deduzir, portanto, que certamente esse nome traz um significado.
Lameque enxergava com clareza o cumprimento das promessas divinas. Ele falou a respeito de seu filho Noé: "Este nos consolará". Enquanto o primeiro Lameque será lembrado por sua arrogância, o segundo, pelo seu anelo de esperança. Ele aguardava aquilo que Deus havia prometido em Gn 3.15 e certamente nunca imaginava que a missão de seu filho era crucial para preservar uma semente humana e assim, levar a cabo o futuro nascimento do Messias. Nenhum de nós é capaz de mensurar o impacto que nossa dedicação ao Reino de Cristo pode causar na sociedade a qual pertencemos. Quando enxergamos com clareza as promessas de Deus à respeito de seu plano eterno de redenção, os nossos menores gestos de obediência podem gerar frutos que impactarão gerações. Ouse obedecer a Cristo!
A interpretação de Gênesis 6:1-4 é difícil e controversa. O debate concentra-se na interpretação da expressão "filhos de Deus". Quem são eles? A questão crucial diz respeito a se a expressão refere-se a seres humanos ou a seres espirituais (demônios).
Opção 1: Filhos de Deus = Filhos de Sete
Um ponto de vista é que os "filhos de Deus" seriam descendentes de Sete. Nesta interpretação, os descendentes piedosos de Sete ficaram intoxicados pela beleza das mulheres descendentes de Caim, casando-se, então com aquelas que rejeitaram a Deus, levando a uma maior perversidade.
A evidência mais forte para esta posição é encontrada em Gênesis 4-5, que descreve duas linhagens de Adão: uma de Caim e a outra de Sete. O Antigo Testamento às vezes se refere ao povo da aliança de Deus como filhos de Deus (Dt 14:1, Jr 3:19), embora a expressão exata "filhos de Deus" não seja usada com relação a eles. Caso esta visão seja correta, poderia explicar por que Deus posteriormente proibiu os israelitas de se casarem com mulheres cananéias (Ex. 34:16, Dt 7:3).
Opção 2: Filhos de Deus = Anjos Caídos
A interpretação mais antiga, e provavelmente a mais amplamente defendida, é que os "filhos de Deus" são anjos caídos (demônios). Esta foi a interpretação favorita no antigo judaísmo e na igreja primitiva (cf. 1P. 3:19-20; 2Pe 2:4; Jd 6). A expressão "filhos de Deus" é claramente usada em outros lugares em referência às hostes angelicais na corte celestial de Deus (cf. Jó 1:6; 2:1; 38:7). Além disso, o narrador parece contrastar "o homem" e "as filhas dos homens" com os "filhos de Deus" em Gênesis 6:1-2.
Qualquer que seja a interpretação correta, o ponto principal é nítido: a humanidade estava caindo cada vez mais em pecado e afastando-se cada vez mais para longe de Deus.
Gênesis 6:3

NÃO POR MUITO TEMPO
Gênesis 6:3 ("O meu Espírito não agirá para sempre no homem... os seus dias serão 120 anos") marca o limite da paciência divina antes do Dilúvio. Não se refere à longevidade humana geral, mas sim ao tempo de graça (120 anos) dado para arrependimento enquanto Noé construía a arca e a humanidade vivia em corrupção.
A ideia central de Gênesis 6:3 é que o Senhor não continuará a lidar com a humanidade de forma ilimitada. Como o homem é carne, há uma limitação para a paciência divina: o tempo até o juízo é marcado em 120 anos. Esse aviso prepara o cenário para o dilúvio e para a salvação de Noé, mostrando tanto a gravidade do pecado quanto a misericórdia de Deus que concede tempo para a resposta de fé.
Em essência, o verso aponta para a necessidade de resposta diante do juízo próximo. A expressão ressalta a fragilidade humana e a soberania de Deus em estabelecer um prazo. A partir daqui, o texto segue descrevendo a instrução para a arca e a vida de Noé como exemplo de fé e obediência em meio à corrupção da geração.
Assim como Noé foi salvo por causa da obediência e achou graça diante de Deus, nós também podemos ser salvo das tragédias que virão no tempo do fim. Se você anda em desobediência e revolta contra Deus, por favor, repense seus conceitos e se volte pra Jesus. Em meio a corrupção e ao mal que o cerca hoje, como você pode ser como Noé e viver de modo justo diante de Deus na sua geração? vivendo em retidão, como Noé, podem pessoas na sua direita, na sua esquerda, cometerem o que é errado, mas você deve ser ìntegro. Hoje e sempre as pessoas são destruídas pelo pecado, elas acatam em seus corações a perversidade, permitem imaginações impuras e têm pensamentos maus. E Deus conhece o coração, o íntimo das pessoas, Ele nos vê por dentro, os nossos pensamentos são visíveis a Ele. Então, procure ter o coração reto diante de Deus e você colherá vida abundante ao invés de destruição.
Gênesis 6:5-8

A reação de Deus aos assuntos da sociedade humana aumentava de intensidade à medida que a corrupção pecaminosa se tornava dominante em escala universal. A degradação do homem estava interiormente completa, ERAM INTEIRAMENTE MAUS.
A frase ARREPENDEU-SE O SENHOR no verso 6, e outras semelhantes (ver Êx 32:14; 1 Sm 15:11; Jr 18:7-8; 26:3, 13, 19; Jn 3:10), incomoda muitos estudiosos da Bìblia. O conceito comum de arrependimento :está relacionado com afastar-se de atos imorais.. Assim, uma mudança de direção, de caráter e de propósito é inerente no ato. Duas passagens no antigo testamento asseveram definitivamente que Deus não mente e se arrepende como o homem (Nm 23:19; 1 Sm 15:29). Um estudo das passagens relacionadas acima mostra que o arrependimento divino não brota da tristeza por más ações feitas. As mudanças na relação do homem com Deus resultam em mudanças nos procedimentos de Deus com o homem. Quando o homem se afasta de Deus para o pecado, Deus muda a relação de comunhão para uma relação de repreensão julgadora. Quando o homem se afasta do pecado para Deus, este estabelece uma nova relação de comunhão. Este é o arrependimento divino. Em nosso texto, Deus muda de comunhão para julgamento (v 6).
As mudanças de relacionamento que Deus executa nunca são descritas no Antigo Testamento como algo impessoal ou passivo. Deus sempre está profundamente envolvido. Visto que a mudança de relação é pessoal, que melhores termos humanos se usariam do que expressões profundamente emocionais? Assim, PESOU A Deus EM SEU CORAÇÃO. Quando o homem peca, Deus julga; mas Ele também sofre intensamente.
Deus não se gloriou no ato de julgamento implementado a seguir. Toda palavra do pronunciamento está imbuída de agonia.
Verso 8. NOÉ, PORÉM, ACHOU GRAÇA AOS OLHOS DO SENHOR. Nesse momento, só um homem (e sua família) era adorador de Deus.
Gênesis 6:9

No início da história de Noé, logo algumas coisas são deixadas bem claras sobre ele. E logo vemos que ele era incomum, embora as características associadas a ele não sejam incomuns entre os homens de Deus no Antigo e Novo Testamento.
1- ELE ERA JUSTO, ou seja, vivia de acordo com um padrão, marcando a vida com obediência a Deus e interesse pelo gênero humano.
2- ELE ERA RETO, isto é, era indiviso em sua lealdade, orientada em uma direção a uma meta definida e motivado por paixão controladora.
3- ANDAVA COM DEUS - Como Enoque (5:24), Noé andava com Deus, ou seja, desfrutava de comunhão ininterrupta e íntima com Deus. Este andar infundia as características anteriormente mencionadas com uma ternura e profundidade de relação interpessoal com Deus que transcende a religião formal.
A condição moral da geração de Noé não só se contrasta com a vida de Noé, mas deixa claro que a corrupção do povo se destacava como o oposto da justiça de Noé. Noé exibia fidelidade e conformidade à vontade de Deus: o povo não. A autenticidade de Noé, sua qualidade de vida sadia era radicalmente diferente da violência que permeava a sociedade em seus dias. Uma comparação dos versos 11 e 12 com o verso 5 indica que esta violência era interior, severamente contaminada com imaginações imorais e tendências corruptas.
Em Mateus 24:38 Jesus avisou que no fim dos tempos, o tempo em que vivemos AGORA, quando Ele voltar será a terra como nos dias de Noé, a maldade, corrupção, violência, rejeitar a Deus e a Sua Palavra, vão dominar as pessoas. E nós , como servos de Deus, mesmo que seja muito difícil precisamos ser fieis a Deus. Devemos ser como Noé, justos, retos e íntimos com Deus.
Gênesis 6:11-13

O pecado de Adão e Eva foi o começo de uma crise moral na terra. Caim, filho deles, matou o próprio irmão, Abel. Caim se afastou da presença de Deus, e a sociedade piorou. Quando Lameque, filho do tataraneto de Caim entrou em cena, ele era polígamo, casado com duas mulheres. E, nos dias de Noé, quase dois mil anos depois de Adão, uma grande maldade cobria a terra. Então, Deus decidiu destruir sua criação com um dilúvio.
O pecado não é apenas uma doença degenerativa, mas também contagiosa. Sendo muito grave, é de se esperar que ele não pare de exercer influência negativa sobre os indivíduos e a sociedade. Não demorou muito para que o homem caído descobrisse os caminhos do pecado.
Deus é muito amoroso, mas também é santo. Ele é muito paciente, mas o homem não está livre para fazer a maldade que bem quiser. Deus não pode e não irá ignorar para sempre o pecado de uma sociedade corrompida. Ele punirá os culpados.
A parte do dilúvio desta profecia se cumpriu, mas Jesus fez uma comparação entre a maldade na terra durante os dias de Noé e a que existirá durante o fim dos tempos, na tribulação. Ele disse: "como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do filho do homem" (Mateus 24:37-39). A má notícia é que a humanidade ficará cada vez pior. Mas a boa notícia é que Jesus voltará e dará fim a isso.
Gênesis 6:17-18

No verso 17 Deus diz a Noé: "Preste atenção! Em breve, cobrirei a terra com um dilúvio que destruirá todos os seres vivos que respiram. Tudo que há na terra morrerá.
Um dilúvio de águas foi o expediente do julgamento, mas uma ALIANÇA seria estabelecida com Noé. Está é a primeira vez que a palavra ALIANÇA, PACTO OU CONCERTO, aparece no Antigo Testamento. Em passagens posteriores é o modo preferido de descrever a relação pessoal entre Deus e as pessoas com quem Ele escolheu ter uma relação especial. Neste caso, Noé e sua família imediata, inclusive noras, foram aos poucos escolhidos. Neste ponto, a relação de concerto era apenas uma promessa.
Depois que a arca estava pronta, o Senhor apareceu a Noé outra vez. Ele foi elogiado por sua obediência identificada pela palavra JUSTO. O que Noé fez contou com a aprovação de Deus.
A lição para nós nos dias de hoje é: DEUS TEM COMPROMISSO COM AQUELES QUE TEM COMPROMISSO COM ELE. Veja, o Senhor iria destruir tudo, mas Noé, foi justo, reto e temente a Deus, ele não vivia como a maioria. Ele não usava do expediente que ouvimos muito nos nossos dias que é: "AH! TODO MUNDO FAZ"
Se é errado, não faça!
Se é fora da lei, Não faça!
Saiu da regra, não faça!
Você pode até sofrer, ou ter dificuldades por um tempo, mas Deus vai lhe abençoar e você poderá deitar sua cabeça no travesseiro e dormir em paz. O seu coração, a sua mente não estará te acusando de nada.
Seja como Noé, UM SANTO ENTRE PECADORES.
Gênesis 8:21-22

MAS DEUS LEMBROU! A declaração LEMBROU-SE DEUS (v. 1) é como um raio de luz em uma cena escura. Violência e corrupção trazem uma colheita de destruição, mas o obediência fiel de uns poucos evoca expressões de bondade do Juiz celestial. O dilúvio não ia durar para sempre, nem aqueles que estavam na arca iam ficar nela. Logo, a arca encalhou nos montes de ARARATE, uma cadeia de montanhas na Turquia oriental.
Saindo da arca, Noé dirigiu seus pensamentos e ações primeiramente a Deus. Sacrificou no altar animais e pássaros limpos, e Deus respondeu. Aqui a frase SENTIU O SUAVE CHEIRO (v. 21) não indica que Deus estava sofregamente faminto, mas que estava ciente do ato de Noé e o aprovava. Deus toma a resolução interior de não usar um dilúvio outra vez como meio de punição. As razões para tal punição ainda permaneciam, PORQUE A IMAGINAÇÃO DO CORAÇÃO DO HOMEM É MÁ DESDE A SUA INFÂNCIA, mas a misericórdia de Deus impediria um dilúvio como punição. Isto não significa que não haveria mais punições. Enquanto o pecado persistir entre os homens, a punição virá, embora por outros meios. Como sinal da sua decisão, Deus estabeleceu uma regularidade de sequencias naturais que encorajariam o homem a ter esperança no futuro.
Deus não esqueceu de você também! Assim como Noé esteve naquela arca vendo por muitos dias o céu escuro, barulho de chuva constante, o balanço das ondas sacudindo a arca, só depois de 150 dias, ou seja, cinco meses, a arca encalhou nos montes. Não fique triste, o sol da justiça ainda vai brilhar na sua vida, Deus não se esquece dos seus.
UMA PROMESSA A SER LEMBRADA
Depois do dilúvio, o primeiro ato de Noé foi construir um altar e oferecer um sacrifício a Deus. Ele estava, particularmente, se humilhando, dando graças a Deus por salvar a ele e a sua família e declarando sua fé. Deus se agradou disso e prometeu que, enquanto a terra existisse, sempre haveria diferentes estações.
Está profecia está sempre se cumprindo e continuará a se cumprir até que a terra seja destruída em algum momento após o milênio.
O que Deus promete , Ele cumpre!
Deus abençoou Noé e seus filhos e como em gênesis 1:28-29, eles receberam uma ordem igual igual de povoar a terra. Eles tinham que dominar sobre todas as outras criaturas da terra. Além de vegetais para comer, agora receberam a permissão de comer carne, com certa limitação. Eles não tem permissão de comer carne com sangue (v. 4). O sangue é símbolo da vidae alma, e no homem não deveria ser tratado de modo leviano. Deus fez o homem conforme a sua imagem e, por isso, tinha uma condição especial.
As experiências de Noé relacionadas ao dilúvio estão implícitas, mas são claras. A origem da dificuldade acha-se na rebelião do homem contra Deus, sua imaginação e propensão ao mal. Deus não tolera o pecado além de certa medida. Há um ponto terminal que resulta em julgamento para o homem, mas não sem dor para Deus. Deus deu o primeiro passo na preparação do julgamento provendo a subsistência dos que vivem obediente na sua presença. Os outros foram julgados porque excluíram Deus de sua vida. As experiências de Noé descrevem Deus como Senhor completo de todas as forças naturais, algumas das quais Ele usa como ferramentas para julgamento ou salvação. A preocupação de Deus no meio do julgamento é salientada na declaração de que Ele se lembrou daqueles que estavam na arca. Por mais perigosa que fosse a situação, eles nunca estavam ausentes dos pensamentos de Deus. Ele é o Deus Criador que exige retidão e pune a corrupção. Seus procedimentos com o homem são profundamente pessoais.
Gênesis 9:18-29

Mesmo com as lições do dilúvio, os homens não foram totalmente verdadeiros a Deus.
A LEVIANDADE DA FAMÍLIA DE NOÉ - Noé era lavrador como foi Caim. Cuidar das plantas se tornou sua grande paixão e entre elas estava a videira. Esta é a primeira vez que a produção de vinho é mencionada na Bíblia, e é significativo que esteja ligada com uma situação de desgraça.
Noé, pode ter sido inocente, não conhecendo o efeito que a fermentação causa no suco de uva nem o efeito que o vinho fermentado exerce no cérebro humano. Então a vergonha entrou no círculo familiar. Perdendo os sentidos, Noé tirou a roupa e se deitou nu.
Um dos filhos de Noé, Cam (v. 22), entrou na tenda. Vendo o pai, ele não o ajudou, mas irreverentemente desdenhou a seus irmãos a condição de Noé. Os outros dois filhos imediatamente cobriram a nudez do seu pai (v. 23), entrando na tenda discretamente, de costas.
Recuperando os sentidos, Noé ficou sabendo o que aconteceu e falou com seus filhos. Ele deixou Cam sem benção e concentrou sua reprimenda em Canaã, cujos descendentes se tornaram um povo historicamente marcado por moralidades sórdidas e principal fonte de corrupção para os israelitas. A adoração cananéia de Baal desceu às mais baixas profundezas da degradação moral.
A benção colocada em SEM tem forte conotação religiosa, e esta linhagem dos descendentes de Noé teve papel importante na transmissão da mensagem de redenção para o mundo. A mais destacada foi Israel, a quem foi dada a revelação de Deus preservada na Bíblia.
A benção de Jafé (v. 27) envolvia um jogo de palavras, pois o nome significa "que aumenta". A linhagem de Jafé se multiplicou e desempenhou um papel como poder político por meio dos Persas, gregos e romanos. Fatos pouco significativos ocorreram nos últimos dias de Noé. Como aqueles que o antecederam, ele morreu (v. 29).
LIÇÕES QUE PODEMOS APRENDER COM A TORRE DE BABEL:
A Torre de Babel (Gênesis 11) ensina sobre os perigos da soberba humana, a importância da dependência de Deus e a soberania divina sobre os planos humanos. O relato mostra que a busca por fama e poder, ignorando a vontade de Deus, resulta em confusão, desunião e fracasso.
Principais lições da Torre de Babel:
1- O Perigo do Orgulho e da Soberba: A construção foi motivada pelo desejo de fazer o próprio nome célebre e alcançar os céus, refletindo arrogância e tentativa de se igualar a Deus.
2- A Soberania e Intervenção Divina: Deus demonstra soberania ao interromper o projeto humano que desobedecia à ordem de se espalhar e encher a terra, mostrando que planos sem Deus são vãos.
3- Unidade Sem Propósito Divino: A união humana, quando baseada em ambição egoísta, é destrutiva; a verdadeira harmonia depende de estar alinhada aos propósitos de Deus.
4- O Propósito da Babel (Confusão): A confusão das línguas agiu como um julgamento, mas também como um meio de dispersar a humanidade, cumprindo o plano divino original.
5- Limitação Humana: A narrativa destaca a fragilidade humana e a necessidade de humildade e obediência, lembrando que a força e sabedoria humana são limitadas.
Em suma, a história é um alerta para alinhar projetos de vida aos valores divinos, valorizando a humildade em detrimento da ambição pessoal desenfreada.
Gênesis 11:27-28

ABRAÃO, O HOMEM QUE DEUS ESCOLHEU
Aqui começa a história de um dos homens mais extraordinários dos tempos antigos que aqui é o centro da atenções. Abrao é exaltado como homem de Deus em três importantes religiões no mundo de hoje: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Durante os primeiros anos seu nome era ABRÃO, que significa "pai exaltado".
Muitos nomes desta curta genealogia ainda persistem em nomes de cidades no alto vale da Mesopotâmia. Ur dos Caldeus era uma cidade- estado das mais ricas já desenterradas. O deus-lua Nanar era adorado ali. Josué 24:2 declara que a família de Terá adorava ídolos. A cidade foi destruída em cerca de 2100 a.C. e, logo em seguida, ocorreu grande migração para o oeste. A família de Tera estava entre os migrantes. Planejavam ir para a terra de Canaã (v. 31), mas foram detidos, pois Terá morreu em Harã (v. 32).
No capítulo 12 Deus chama Abrão. O SENHOR TINHA DITO A ABRÃO: "DEIXE SUA TERRA NATAL, SEUS PARENTES E A FAMÍLIA DO SEU PAI E VÁ A TERRA QUE EU LHE MOSTRAREI".
A resposta de Abrão ao chamado divino de mudar-se para outro país prende a imaginação de muitos pesquisadores como a vontade de Deus. Sua viagem de fé não foi como um conto de fadas fantástico, mas foi uma luta realista em um mundo hostil. Abrão teve reverses , mas perseverou na busca do que acreditava ser a vontade de Deus.
E sobre a vontade de Deus, eu já ouvi pessoas dizerem que quando algo é da vontade de Deus as portas se abrem naturalmente. Pela história de Abrão vemos que não é bem assim, ele lutou muito. Então, se Deus te mandou fazer algo, ou te fez uma promessa, nem sempre tudo será tranquilo, forças hostis podem se levantar contra você. Mas persevere, e na sua força, persistência e paciência que Deus vai abrindo o caminho.
- A FÉ É EXEMPLIFICA ATRAVÉS DA VIDA DE ABRAÃO. Deste amigo de Deus ( Tg 2:23).
- Aprendemos que a fé não é um caráter perfeito ou integridade. Antes, fé é apropriar-se de Deus e da sua palavra.
- Fazendo assim, Abraão tornou-se o modelo de fé para o crente.
NÃO TEMA quando a orientação de Deus toma alguma direção que você não compreende. Ele sabe o que está fazendo. - CREIA NAS PROMESSAS DE DEUS PARA VOCÊ. Ele sabe como cumpri-las, embora você possa não saber ( Gn 15:6).
EVITE cumprir as promessas de Deus pela sua própria força ( Gn 16.1-4)
CONFIE que Deus proverá conforme as suas promessas. Velar pelos seus é parte da sua natureza ( Gn 22.1-17). - A providência de Deus se acha estrategicamente localizada ao longo do caminho da obediência fiel.
Gênesis 12:1-7

ABRAÃO: UM EXEMPLO DE FÉ:
1- A ORDEM E A PROMESSA DIVINA - verses 1-3
A estrutura é simples. Há uma ordem misturada com uma promessa, o ato de obediência de Abrão (v. 4-6) e a teofania ou aparição de Deus a Abraão marcada por promessa, ao que Abrão respondeu adorando. 7-9.
A ordem é clara, mas severa. Abrão tinha que deixar a casa e a parentela e se mudar para uma nova terra. Quando chegou a dita terra, os cananeus habitavam alí, mas Deus prometeu: À TUA SEMENTE DAREI ESTA TERRA (v. 7). A outra promessa dizia respeito a sua posteridade que se tornaria uma grande nação (v. 2). Abrão seria canal de bênção para os outros. Além de obedecer a voz de Deus, o direcionamento de Deus na vida dele abençoaria a vida de muitos. E assim, quando Jesus entra na nossa vida e Jesus é Deus. Ele nos abençoa nos dando salvação da nossa alma, mas a nossa vida também muda, nosso foco, nosso direcionamento, e nós também passamos a ser canal de bençãos na vida da nossa família, nos amigos, vizinhos. Jesus em nós deve chegar a vida dos que estão próximos a nós também se isso não ocorre, algo está errado. Nós precisamos ser obedientes a orientação de Deus. Não pode ser assim: Ah! Deus me disse pra fazer assim, mas, EU acho melhor fazer assim. irmãos, isso não é obediência.
Então, Abraão conheceria as bençãos de Deus e seria conhecido como grande homem. Deus abençoaria ele de tal modo que o destino das pessoas seria determinado pelo modo que o tratassem. ABENÇOAREI OS QUE TE ABENÇOAREM E AMALDIÇOAREI OS QUE TE AMALDIÇOAREM. Deus seria gracioso com quem o ajudasse e castigaria quem o amaldiçoasse. A influência de Abraão seria mundial, uma graça divina e uma benção para muitas nações.
Gênesis 12:11-13

ABRAÃO ENCARA O FUTURO
Parece que Abrão tomou a decisão de ir para o Egito sem pensar nas consequências. Mal ultrapassou a fronteira, ele começou a contemplar os perigos que estavam à sua frente.
Sarai era uma mulher muito bonita, havia uma boa razão para temer o destino de um estrangeiro cuja esposa fosse tão atraente. O marido era facilmente descartado em tais situações. Por isso, Abrão sugeriu que ela aceitasse sua solução para o problema de segurança. Ele lhe pediu para se passar por sua irmã, a fim de que ele não estivesse morto. Ela era sua meia-irmã, então era apenas metade da verdade.
O plano era realmente engenhoso. Um dos homens locais viria a Abrão para pedir a mão de sua irmã em casamento. Ele consentiria, mas exigia um longo noivado (longo o suficiente para o tempo da fome chegar ao fim). Durante esse período, Sarai ficaria na casa de Abrão, onde seu casamento continuaria secretamente e a segurança dele estaria garantida. Os benefícios desse arranjo são bem grandes e os riscos, bem pequenos. No entanto, por várias razões, o plano era horrível.
O plano de Abrão foi um erro porque colocou em perigo a pureza de sua esposa e a promessa de Deus. Deus tinha prometido fazer dele uma grande nação. Dele viria uma grande vitória para todas as nações, o Messias. Agora ele estava disposto a correr o risco de outro homem tomar Sarai como esposa. Como, então, ela poderia ser a mãe do descendente de Abrão?
Abrão estava se agarrando às saias de sua esposa para conseguir vitória e proteção, em vez de se agarrar às promessas de Deus. Abrão não errou ao considerar a possibilidade de alguém se encantar com sua linda esposa como uma mulher casual para se desejar. Nem mesmo errou ao supor que alguém pudesse matá-lo para se casar com ela. Seu erro foi presumir que isso iria acontecer e a única forma de evitá-lo era mencioná-lo. Em vez disso, a promessa e a proteção de Deus não são levadas em consideração. A trama pecaminosa, portanto, foi iniciada antes mesmo de haver qualquer perigo real.
Gênesis 12:10-20

EM VEZ DE UMA BENÇÃO, UM CAUSADOR DE PROBLEMAS (v. 12:10-20)
Deus prometeu que Abraão seria uma benção e que nele seriam benditas todas as famílias da terra. Mas quando ele desceu ao Egito por causa da fome ele não foi uma benção para as pessoas daquele país.
Irmãos, Deus pegou Abraão, digamos assim, como uma rocha bruta. Um homem que vinha de uma cultura pagã e tinha certos costumes. Nós, olhando hoje a situação, podemos dizer: "Faltou fé a Abraão!" sim, pode ter faltado, mas, aqui é o início de tudo, a fé cresce quando ela vai sendo testada, então entendemos aqui como um primeiro teste.
A fome era severa e isso levou Abraão e sua gente ao bem irrigado delta do Nilo em busca de comida para o gado e para suas famílias. Ele sendo o responsável por tantas pessoas e animais precisava se mexer de alguma forma. Parece que ele ouviu falar da imoralidade desenfreada dos egípcios, pelo fato de ter medo de perder a esposa e ainda ser morto.
Desconfio que ele, como um santo imaturo, ainda não provou ter tido ideia de que sofrimento e ações fizeram parte do currículo de Deus na escola da fé. Embora cresse em Deus, Abrão sabia muito pouco sobre Ele. Em sua cabeça, o Deus que o tinha chamado podia não ser capaz de controlar a natureza. No panteão pagão, os "deuses" tinham vários poderes limitados. Talvez o seu "deus" fosse alguém que não se incomodasse com coisas triviais como chuva ou colheita. Parece que não aconteceu que Deus não só é superior à fome, mas também é Aquele que a dá, como um teste de fé.
Em lugar de algum Abrão é condenado diretamente por sua decisão de ir para o Egito, mas o revelador posterior da história deixa claro que suas ações não decorreram de fé1. Ele não consultou a Deus, mas agiu de forma independente. Pelo que sabemos, nenhum altar foi construído no Egito, nem está escrito que ele tenha invocado o nome do Senhor naquele lugar. Seu pedido a Sarai também é um reflexo de sua condição espiritual. Portanto, seria seguro dizer que faltou fé diante da fome.
Gênesis 12:14

OS TEMORES DE ABRÃO SE CONCRETIZARAM
Com certeza, algumas pessoas diriam: "Mas os temores de Abrão não eram hipotéticos. Aconteceu justamente o que ele temia". Não mesmo! Ele não foi uma vítima; ele foi a causa do que aconteceu. Seu medo do futuro, e seu plano de ação desprovido de fé, foram as causas reais do que se seguiu. Muitos dos nossos temores são autoinfligidos.
É bem verdade que a beleza de Sarai foi notada e relatada a Faraó. No entanto, o mais importante no que se segue foi a alegação de ambos, Abrão e Sarai, de que ela era sua irmã, e, assim, disponível para o casamento . Embora possamos imaginar qual seria a atitude de Faraó se ele soubesse a verdade, ele se sentiu plenamente justificado em tomar a irmã de Abrão para o seu harém.
Tudo foi muito bem pensado e planejado. Sarai iria se apresentar como sua irmã e Abrão protelaria o casamento até o tempo de fome passar e eles poderiam ir embora. No entanto, seu plano só levava em consideração os homens do Egito: "Os egípcios, quando te virem, vão dizer: É a mulher dele e me matarão, deixando-te com vida" (Gênesis 12:12).
Nunca passou pela cabeça de Abrão que o Faraó pudesse se interessar por Sarai. Ainda que Abrão pudesse proteger o plano de outras pessoas, Faraó não aceitou um não como resposta. Ele levou Sarai para o palácio, esperando o tempo para a consumação da união.
Dá para imaginar as noites agonizantes e solitárias que Abrão deve ter passado, pensando no que acontecia dentro do palácio (relação sexual)? Ele tinha pedido a Sarai para mentir a fim de correr bem para ele (verso 13). E tudo correu bem. Faraó mandou-lhe muitos presentes e o tratou como a um rei. A única coisa que impedia Abrão de desfrutar desse tratamento era a compreensão do seu significado. Faraó estava lhe dando tudo aquilo como dote. Tudo corria bem para Abrão, mas sem Sarai, sua esposa. Prosperidade nunca é vitória sem a paz que vem por se andar direto diante de Deus.
Gênesis 12:17-19

A Libertação Divina e A Bronca Real (12:17-19)
De forma bastante significativa, Deus não é mencionado nesse acontecimento até o verso 17. Abrão pôde falhar e escorregar até a situação ficar aparentemente sem esperança. Não sabemos se ele aplicou o auxílio de Deus.
De repente, sem aviso, Deus intervém na história. Faraó e sua corte são feridos com alguma espécie de praga. Os sintomas talvez sejam de forma a sugerir que a natureza do pecado está relacionada ao sexo. Não temos nenhum detalhe sobre a praga, nem sobre como eles entenderam seu significado.
Abrão foi confrontado por Faraó e severamente repreendido. Ele não tinha nenhuma desculpa ou explicação. Pelo que está escrito, ele não disse nem uma palavra em sua defesa. Sem dúvida, foi a coisa mais sábia a fazer diante das situações. Faraó não era alguém para ser desafiado ou enfurecido desnecessariamente.
A ironia da situação é óbvia. Eis um pagamento corrigindo um profeta (cf. Gn 20:7). Foi uma bronca real da qual Abrão dolorosamente iria se lembrar. Como foi triste, no entanto, ele não poder falar, pois isto sem dúvida impediu o testemunho de sua fé no Deus vivo que o havia chamado. A conduta do cristão realmente afeta seu testemunho.
E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no, a ele, a sua mulher e a tudo que possuía. Saiu, pois, Abrão do Egito para o Neguebe, ele e sua mulher e tudo o que tinha, e Ló com ele. Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro (Gênesis 12:20 - 13:2).
Algumas lições:
1- Quando Deus promete os "fins", Ele também providencia os meios.
2- Não existem atalhos para a santidade .
3- Quando a nossa fé falta... Deus não falta.
Não podemos deixar de sorrir quando lemos estes versos, pois Deus trabalha de um jeito estranho, e às vezes até bem humorado, para realizar Sua vontade. Tempos antes, Deus tinha dito a Abrão para deixar sua pátria e sua parentela. Naquela época, deixar Ló era principalmente uma questão de princípio. Abrão precisava deixá-lo porque Deus disse para deixar. Agora, anos mais tarde, com relutância, ele reconhece que a separação é necessária, não por uma questão de princípio, mas por uma questão prática. Levar a loteria consigo causou problemas que persistem até hoje.
Meu amigo, de uma forma ou de outra, a vontade de Deus será feita. Podia ter sido em Ur, mas não foi. Em Sua providência, Deus trouxe desentendimento e competição entre Abrão e Ló, o que forçou a separação. Mais cedo ou mais tarde, os propósitos de Deus serão realizados. Se não vemos necessidade de obediência, Deus criará uma. Você pode contar com isso.
Aparentemente, era óbvio que eles precisavam se separar. O único problema era: quem devia ir embora, e para onde? Abrão deixou a decisão por conta de Ló. Qualquer que fosse sua escolha, Abrão iria agir em conformidade com ela. A oferta dava vantagem a Ló e deixava Abrão vulnerável.
Foi assim que Ló escolheu sua parte, claramente uma decisão astuta e, aparentemente, uma opção que lhe dava uma vantagem decisiva na competição com Abrão. Foi uma decisão egoísta — a qual pegava o que havia de melhor e deixava para Abrão o que parecia sem valor.
Uma separação mais simples e mais justa teria sido usar o Jordão como fronteira entre eles. Não teria sido mais justo Ló viver de um lado do Jordão, deixando o outro para Abrão? No entanto, Ló escolheu "toda a campina do Jordão" (v. 11). Ele fez um trabalho de mestre pensando só em si mesmo. Ele poderia ter escrito um livro sobre o assunto.
E assim eles se separaram. Abrão ficou em Canaã, enquanto Ló foi avançando cada vez mais em direção a Sodoma.
Gênesis 13:10-13

A ESCOLHA DE LÓ
Quando Abrão fez a oferta a Ló, parece que os dois estavam em um lugar alto, de onde podiam avistar toda a terra ao seu redor. A decisão de Ló foi friamente calculada. Com olhos de um avaliador, ele examinou a terra, pesando as vantagens e desvantagens das opções.
A campina do Jordão era literalmente um paraíso. Era exatamente como "o jardim do Senhor" (13:10). E também parecia ser abastecida por irrigação, não por chuva (Gênesis 2:6, 10 e ss). Era, ainda, como a terra do Egito. Não era preciso viver pela fé num lugar como esse, pois a água era abundante, não era preciso esperar em Deus pela chuva.
E foi assim que Ló escolheu sua parte, claramente uma decisão astuta e, aparentemente, uma opção que lhe dava uma vantagem decisiva na competição com Abrão. Foi uma decisão egoísta — a qual pegava o que havia de melhor e deixava para Abrão o que parecia sem valor.
Uma separação mais simples e mais justa teria sido usar o Jordão como fronteira entre eles. Não teria sido mais justo Ló viver de um lado do Jordão, deixando o outro para Abrão? No entanto, Ló escolheu "toda a campina do Jordão" (v. 11). Ele fez um trabalho de mestre pensando só em si mesmo.
E assim eles se separaram. Abrão ficou em Canaã, enquanto Ló foi avançando cada vez mais em direção a Sodoma.
Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma (Gênesis 13:12).
Ló tinha considerado com muito cuidado os fatores econômicos da sua decisão, mas tinha deixado de lado completamente as dimensões espirituais. Deus tinha prometido abençoar Abrão, e outras pessoas por meio dele quando elas o abençoassem (Gênesis 12:3).
Prosperidade material nunca deve ser buscada às custas de risco espiritual.
Quando a decisão de se estabelecer na campina do Jordão foi tomada, o lugar era praticamente um paraíso (13:10). Moisés, no entanto, inclui uma observação parentética que coloca essa beleza sob uma luz muito diferente: "antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra" (Gênesis 13:10).
Gênesis 13:14-17

O Senhor apareceu a Abraão pela segunda vez e, nessa ocasião, lhe disse que daria a terra de Canaã a ele e seus descendentes dele para sempre.
Deus também disse a Abraão que ele teria um grande número de descendentes.Seriam tantos que ninguém poderia contá-los.
Deus deu essa terra a Israel, mas há um problema. Os muçulmanos não creem que o Deus de Israel seja o Deus verdadeiro. Eles adoram Alá e acreditam que ele lhes deu a terra. Isso faz que o conflito pela terra seja um conflito teológico. A pergunta é: quem adora o Deus verdadeiro? A mídia e as multidões estão se alinhando contra Israel, e, ao mesmo tempo, colocando-se contra Deus. Serão necessários o período de tribulação e a segunda vinda de Cristo para que o problema seja resolvido. Mas, não se engane: a palavra de Deus diz que ele fará exatamente isso.
O povo de Israel ocupou a terra várias vezes, mas, por causa do pecado, Deus permitiu que fossem removidos temporariamente algumas vezes. Assim, a parte dessa profecia relacionada a terra está sempre se cumprindo, mas só se cumprirá totalmente no Milênio.
Gênesis 13:14-17

DEUS RESTAURA A CONFIANÇA DE ABRÃO (GÊNESIS 13:14-17)
É interessante que Deus só fala com Abrão (pelo menos, no que se refere à Escritura) após ele tomar a decisão de se separar. Isso não foi casual, mas fundamental, pois lemos: "Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se separou dele..." (Gênesis 13:14).
Até onde podemos ver, o chamado de Deus a Abrão (12:1-3) foi só para ele. Assim como a confirmação no capítulo 13. Deus lhe disse para deixar sua parentela (12:1). A bênção não poderia vir sem a obediência à Sua vontade revelada; nem a restauração. Em termos humanos, a única coisa que ficou no caminho da bênção divina foi a desobediência humana. Providencialmente, Deus remove essa barreira ao separar Ló de Abrão, e então, Ele reafirma Sua promessa.
Deus garantiu a Abrão que toda a terra que ele estava contemplando lhe seria dada. Ló podia ter escolhido viver em Sodoma, mas Deus não lhe dera a posse da terra, e nem a daria. Ló seria um peregrino em Sodoma (cf. 19:9), e por muito pouco tempo. Dar a vantagem a Ló não foi desistir das esperanças para o futuro, pois, em última análise, é Deus quem dá bênçãos aos homens por Sua escolha soberana.
A promessa "porque eu ta darei" (v. 17) é futura. Ela só foi cumprida quando os Israelitas, sob a liderança de Josué, ocuparam a terra. Leva tempo tomar posse das promessas de Deus, pois é assim que Ele tem planejado.
O Capítulo 14 de Gênesis fala sobre uma guerra de quatro reis contra cinco reis. Uma guerra internacional, digamos assim. E do que se tratava essa guerra? O porque dela acontecer? Essa guerra era uma guerra comercial, era uma guerra de controle pelas rotas comerciais da época.
O primeiro bloco de nações era aquele formado pelos quatro reis mesopotâmios do oriente (14:1). Quedorlaomer, rei de Elão (atual Irã), parece ter sido o líder. Sinar era a região da antiga Babilônia (cf. Gênesis 10:10). A segunda coligação foi composta por cinco réis, incluindo os reis de Sodoma e Gomorra (14:2).
Depois de 12 anos como vassalos dos reis orientais, os cinco reis do sul planejado se livraram de suas algemas. Os reis orientais não puderam permitir que tal rebelião ficasse impune. Os cinco reis do sul controlavam o território onde estavam "a estrada real". Esta era a ligação terrestre por onde o comércio entre o Egito e os quatro reis orientais precisavam passar. Quem teve o controle desse pedaço de terra teria o monopólio do comércio internacional. E nessa confusão, Ló e sua família e seus bens foram capturados (v. 13).
Abrão se juntou com alguns amigos e foi em socorro de Ló, conseguindo salvá-lo. No fim de tudo, Abrão encontra-se com Melquisedeque. Melquisedeque é uma figura crucial nesta narrativa, pois ele coloca a vitória de Abrão na perspectiva teológica correta9. Não houve tapinha nas costas ou politicagem. Melquisedeque era rei e sacerdote, não rei e político. Suas palavras tinham a intenção de relembrar a Abrão que a vitória era de Deus, e o sucesso, resultado da Sua vitória. Na verdade, as palavras de Melquisedeque foram um lembrete da aliança de Deus com Abrão ao chamá-lo em Ur para ir para Canaã.
A resposta de Abrão foi um testemunho da sua fé no Deus único, adorado por ele e Melquisedeque. Seu dízimo foi uma evidência tangível de que era Deus quem merecia a glória.
Somos levados a crer que Abrão deu a Melquisedeque o dízimo de todas as suas posses. Mas quando Moisés escreve: "...deu-lhe o dízimo de tudo", o que será que ele quis dizer com tudo — tudo o quê?
Gênesis 14:20b

Muita gente recorre ao verso 20 como texto de prova para a entrega do dízimo: "... E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo". Dizem que este foi o primeiro dízimo, e que ocorreu antes da lei ser outorgada. Por isso, sua prática está além da lei, sendo, portanto, obrigatória aos cristãos de nossos dias.
Talvez isso seja um choque para você, mas Abrão não deu o dízimo das suas posses. Em primeiro lugar, ele não estava em casa, com seus bens, mas no caminho de volta, com os bens do rei de Sodoma e de seus aliados. O escritor aos Hebreus nos informa o conteúdo do dízimo de Abrão:
Considerai, pois, como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos (Hebreus 7:4).
Imagine uma cena: Abrão é encontrado pelo rei de Sodoma, o qual, sem dúvida, o enche de elogios. O rei de Salém chega e insta Abrão a dar glória a Deus. O rei de Sodoma, então, observa, pasmo e de olhos arregalados, Abrão dar o dízimo do melhor dos despojos de Sodoma a Melquisedeque. Que testemunho da glória de Deus e da pecaminosidade de Sodoma!
O rei de Sodoma sabia muito bem que "ao vencedor pertence aos despojos". Além disso, ele testemunhou a entrega de um décimo de seus bens ao rei de Salém (Jerusalém). O melhor acordo a que este rei poderia chegar era reaver as pessoas e entregar os bens para Abrão:
Então, disse rei de Sodoma a Abrão: Dá-me as pessoas; e os bens ficarão contigo (Gênesis 14:21).
As palavras de Abrão devem ter sido um choque bem maior para o rei de Sodoma do que o ato de dividir os despojos com Melquisedeque:
Mas Abrão lhe respondeu: Levanto a mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o que possui os céus e a terra, e juro que nada tomarei de tudo o que te pertence, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão (Gênesis 14:22-23).
Creio que a chegada do rei de Salém foi um momento decisivo para Abrão, pois colocou sua vitória na perspectiva correta. Embora os homens possam dar glória aos homens, os santos devem dar glória a Deus, pois qualquer vitória, no final das contas, é Sua, não nossa.
Por que Abrão temeria? Ele tinha acabado de conquistar uma grande vitória sobre Quedorlaomer e os outros três reis orientais (Gênesis 14:14-15). Devido a isso, sem dúvida, ele tinha recebido considerável reconhecimento, até mesmo do rei pagão de Sodoma (14:17, 21-24). Que tipo de temor poderia assaltar sua fé numa ocasião como essa?
Talvez ele temesse futuras represálias militares por parte de Quedorlaomer e seus aliados. Ele tinha ganho a batalha, mas teria vencido a guerra? A Palavra de Deus, "eu sou o teu escudo", pode muito bem ter sido intencionada para aquietar o temor de um possível confronto militar.
Mas esta não podia ser sua maior preocupação, especialmente em virtude dos versos seguintes. Sua vitória não parecia tão doce à luz de uma pergunta que parecia obscurecer tudo o mais: "Que sucesso é bom, sem um sucessor?"
A confirmação está na resposta de Abrão a Deus: "Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro" (v. 3).
No antigo Oriente Próximo havia uma prática reconhecida para garantir um herdeiro, mesmo que um homem não tivesse filhos. O casal sem filhos adotava um dos servos nascidos em sua casa. Esse "filho" cuidava deles na sua velhice e herdava todos os seus bens e propriedades quando eles morressem. Nessa época de crise na fé, Abrão achou que isso era o melhor que poderia esperar.
A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro (v. 4).
A fim de tranquilizar Abrão, Deus o levou para fora e lhe mostrou as estrelas do céu. Sua posteridade, que viria por meio de seu filho, seria tão numerosa quanto elas.
O verso 6 descreve a reação de Abrão à revelação divina: "Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça" (v. 6). O vers 6 é a primeira vez onde a palavra "crer" é utilizada.
Gênesis 15:6

- Abraão é o pai dos que creem. A fé é exemplificada através de sua vida.
- Deste “amigo de Deus “ (Tg 2:23) aprendemos que a fé não é um caráter perfeito ou integridade. Antes, fé é apropriar-se de Deus em sua palavra.
- Fazendo assim, Abraão tornou-se um modelo de fé para o crente. A sua vida mostra como somos beneficiados quando cremos no que Deus diz, apesar das evidências ao contrário.
- Não tema quando a orientação de Deus toma alguma direção que você não compreende. ELE SABE O QUE ESTÁ FAZENDO! (Gn 12.1-9).
- CREIA NAS PROMESSAS DE DEUS PARA VOCÊ. Ele sabe como cumpri-las, embora você possa não saber (Gn 15:16).
- CONFIE QUE DEUS PROVERÁ CONFORME AS SUAS PROMESSAS. Velar pelos seus é parte da sua natureza (Gn 22:1-14).
- A providência de Deus se acha estrategicamente localizada ao longo do caminho da obediência fiel!
Deus te abençoe! Ele te chamou e te colocou aonde você está! Então, SOMENTE CREIA.
Gênesis 15:6

O verso 6 é a primeira vez onde a palavra "crer" é utilizada. É também a primeira vez onde Abrão é reconhecido como justo.
No entanto, por que Moisés esperou até este ponto para dizer que Abrão creu e foi justificado pela fé? A resposta de Lutero, a meu ver, parece a mais satisfatória. Sua fé ainda não tinha sido mencionada a fim de salientar que a fé salvadora é aquela focada na pessoa e na obra de Jesus Cristo5. Aqui, a fé professada por Abrão estava na promessa de um filho, por meio de quem viria bênção para o mundo todo. Embora não possamos determinar com clareza o quanto Abrão apreendeu de tudo isso, não podemos deixar passar as palavras do Salvador a esse respeito: "Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se" (João 8:56).
Quando Moisés diz que a fé professada por Abrão foi-lhe imputada para justiça, ele não quis dizer que, de alguma forma, ela foi trocada por justiça. Sua fé, como a nossa hoje em dia, não era uma coisa invocada pelo poder mental ou espiritual. A fé, em si mesma, é um dom (Efésios 2:8-9). A fé professada por Abrão estava no filho que viria e em seus descendentes, um dos quais seria o Messias. Foi por Abrão confiar no Único que poderia prover sua justificação que Deus o declarou justo. Tecnicamente falando, a salvação (e a fé) é um dom, a justiça, no entanto, vem por meio de um processo legal de imputação. Abrão foi declarado legalmente justo por Deus porque confiou nAquele que era justo. A justiça de Cristo, imputada a Abrão devido à fé dada por Deus, o salvou.
O jeito de Deus salvar os homens não é novo. Nada mudou dos tempos do Antigo Testamento para o Novo. Deus sempre salvou os homens pela graça, por meio da fé. Não há outra forma. Enquanto Abrão foi salvo pela fé nAquele que viria, nós somos salvos pela fé nAquele que já veio. Esta é a única diferença.
Gênesis 15:7-12

Após cuidar da maior preocupação de Abrão — ou seja, a de um herdeiro, Deus prossegue, fortalecendo sua fé quanto à terra que um dia seria sua: "Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra" (Gênesis 15:7).
A pergunta feita por Abrão não parece refletir algum tipo de incredulidade, só estranheza acerca de como isso se daria: "Perguntou-lhe Abrão: SENHOR Deus, como saberei que hei de possuí-la?" (Gênesis 15:8).
Deus não repreende Abrão por sua pergunta, mas confirma Sua promessa com um pacto.
Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rola e um pombinho. Ele, tomando todos estes animais, partiu-os pelo meio e lhes pôs em ordem as metades, umas defronte das outras; e não partiu as aves. Aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava (Gênesis 15:9-11).
No mundo antigo de Abrão, os contratos legais e vinculativos não eram documentos escritos por advogados e assinados pelas partes envolvidas. Em vez disso, as duas partes chegavam a um acordo mutuamente aceitável que depois era formalizado na forma de um pacto.
O pacto era selado dividindo-se um animal (ou animais) ao meio. Na verdade, o termo técnico literalmente significa "cortar um pacto". O animal era cortado e as partes envolvidas passavam entre suas duas metades. Parece que nesse juramento os homens reconheciam que o destino do animal deveria ser o deles, caso quebrassem os termos do acordo.
Algum tempo parece ter se passado entre a preparação dos animais e a ratificação do pacto (cf. verso 11). Em virtude dessa demora, Abrão cai num estado de transe profundo: "Ao pôr-do-sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram" (Gênesis 15:12).
A essência da fé professada por Abrão foi sua satisfação com a presença de Deus enquanto esperava na promessa das bênçãos futuras. Ele não ficou com a pior parte. Seu grande galardão foi o próprio Deus: "Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão" (Gênesis 15:1, Almeida Corrigida e Revisada, Fiel)
Gênesis 15:13-16

Parece haver duas razões para a espera de quatrocentos anos até a posse de Canaã. Primeira, os filhos de Abrão ainda não tinham condições (ou número suficiente) para tomar posse da terra. Segunda, o povo da terra ainda não era iníquo o bastante para ser expulso: "Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniquidade dos amorreus" (Gênesis 15:16).
Eis aqui um princípio importante, o que governa a posse do território de Canaã. Deus é o dono da terra (Levítico 25:23), e Ele a deixa para quem viver de acordo com a justiça. Quando Israel se esqueceu do seu Deus e praticou as abominações dos cananeus (cf. 2 Crônicas 28:3; 33:2), Deus também os lançou fora da terra.
O fator decisivo para Abrão foi que a promessa de Deus agora era muito mais específica. Ele teria um filho dele mesmo, por meio de quem as bênçãos seriam derramadas. Seus descendentes seriam muito numerosos e, no tempo certo, tomariam posse da terra. No entanto, antes disso, teriam de passar por um longo período de espera e muita dificuldade.
Abrão não foi tapeado ou ludibriado no tempo de Deus e nas dificuldades que ele e seus descendentes enfrentaram. Ele foi abençoado, pois Deus é a nossa porção, e isso foi suficiente.
Gênesis 15:17

Uma fornalha fumegante. A palavra, na verdade, significa o recipiente circular para fogueira que os orientais usavam em suas casas para se sentarem ao redor com o propósito de se aquecerem. O forno de fumaça e a lâmpada de chama simbolizam a fumaça da destruição e a luz da salvação (Isaías 62:1). Ambos simbolizam Deus.
Nota: O patriarca Abrão não passou entre o sacrifício, pois nessa transação ele não estava vinculado a nada.
Normalmente, ambas as partes passavam pelas ofertas divididas. Aqui, se refere SOMENTE a Deus, já que somente Deus é capaz de cumprir a aliança dos versículos 18-21. É Deus quem possui a terra. Não Abrão; nenhum ser humano pode entregar esta terra em posse.
Ezequiel 37 está se cumprindo AGORA: o vale com os ossos secos (os ossos dos 6 milhões de judeus mortos na Segunda Guerra Mundial) e o crescimento dos tendões e da pele (o retorno dos judeus a Israel). Foi a Organização das Nações Unidas que deu a terra de Israel aos judeus.
No entanto, a aliança indica uma terra muito maior do que o atual Estado de Israel. Observe que, hoje em dia, apenas as duas tribos, os judeus, vivem lá. Para que as 10 tribos vivam em Israel, é necessária a terra desta aliança.
Provavelmente Deus cumprirá isso no ano do Reino de 1000 anos. Durante a Grande Tribulação, as 10 tribos poderão permanecer vivendo sob o domínio das nações para proclamar o Reino de Deus.
Gênesis 15:18-21

A Terra Prometida se estende do "rio do Egito" (frequentemente interpretado como o Wadi el-Arish ou um afluente do Nilo) até o "grande rio, o Eufrates". Portanto, esta Terra Prometida é uma área muito maior do que o atual Israel. Os israelitas não precisam tomar posse desta terra; é Deus quem a concederá aos israelitas em virtude desta aliança. Não é obra humana! Nenhum ser humano pode impedir Deus! Quando? A Bíblia não menciona isso, possivelmente no Reino de 1000 anos de Cristo.
- Queneus: Viviam no extremo sul e sudeste, principalmente no nordeste do Deserto do Neguev, frequentemente ao redor da cidade de Arad e na região de Edom e Midiã.
- Quenezeus: Um grupo nômade ou pastoril que vivia principalmente no Neguev e nos arredores de Edom.
- Cadmonitas: Também conhecidos como os "Filhos do Oriente". Eles viviam no extremo leste e nordeste, no deserto sírio entre a Terra Prometida e o rio Eufrates.
- Perizeus: Espalhados pelas férteis planícies centrais de Canaã, principalmente nas terras abertas e colinas ao sul e sudoeste do Monte Carmelo.
- Refains: Um povo de gigantes que vivia na região montanhosa em ambos os lados do Jordão, incluindo as regiões de Basã e a área ao redor de Hebrom.
- Amoritas: Um povo poderoso que governava grandes partes da região montanhosa de Canaã (tanto a leste, na Transjordânia, quanto a oeste, nas colinas centrais).
- Hititas: Em um contexto bíblico, viviam principalmente na região montanhosa da Judeia, ao redor de Hebrom. (Estes são os hititas bíblicos, não confundir com o grande Império Hitita na Anatólia).
- Cananeus: Nome coletivo para a população indígena da faixa costeira (Costa Fenícia) e dos vales ao longo do rio Jordão. Eles são descendentes de Canaã, filho de Cam (que viu a nudez de Noé e foi amaldiçoado por isso) e neto de Noé.
- Girgaseus: Um povo cuja localização precisa é difícil de determinar, mas que provavelmente vivia no norte, na região da Galileia e ao redor do Mar de Tiberíades.
- Jebuseus: Uma tribo específica e poderosa que governava a cidade de Jebus, a atual Jerusalém.
Sarai se sentiu pessoalmente responsável pela ausência desse filho. Ela descobriu que, por nunca ter dado à luz uma criança e por sua idade avançada parecer um impedimento a isso, outra coisa necessária foi feita para que Abrão pudesse ter um filho com outra mulher. Ela pensou: "Eis que o Senhor me tem impedido de dar à luz filhos" (Gênesis 16:2).
Abrão, portanto, poderia ser pai de uma criança, ainda que Sarai não fosse mãe.
A cultura daquela época fornecia os meios para concretizar os interesses de Sarai. Documentos antigos revelam que, quando uma mulher não pudesse dar um filho a seu marido, ela poderia dar a ele uma das suas escravas como esposa e reivindicar como seu o filho dessa união.
No entanto, as consequências do plano de Sarai nos dizem que essa proposta foi um erro grave.
Quando Sara diz: " O Senhor me impediu de ter filhos ..." Nós temos aqui o pecado da presunção. Não confiando em Deus para dar um filho, Sarai forçou a situação, instruindo Abrão a tomar Agar como esposa. Mais adiante no livro de Gênesis, ter mais de uma esposa sempre foi acompanhada de conflito e competição (cf. Gênesis 29:30 e ss).
Talvez ela tenha teimado com Abrão até ele aceitar sua proposta. A fé não tenta forçar Deus a agir, nem age no lugar dEle, muito menos faz o que é sobrenatural no poder da carne.
Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe deu filhos; tendo, porém, uma serva egípcia, por nome Agar (Gênesis 16:1). Será que é mera coincidência Agar ser egípcia? Há grande probabilidade de Agar ter sido um presente de faraó a Abrão, como parte do dote de Sarai (Gen 12.16).
No capítulo 16, Abrão está mais para um palerma do que para um patriarca.
Que oportunidade para Abrão se mostrar firme! Mas, em vez disso, ele fez um papelão. Obviamente, com pouco ou nenhum protesto, ele atendeu passivamente as instruções da esposa. Ela queria um herdeiro. E Abrão fez exatamente o que ela disse para fazer.
Gênesis 16:2b

Pensando aqui com a cabeça de uma mulher: Será que quando Sarai lançou essa proposta a Abrão ela realmente queria que ele aceitasse sem contestar?
Estaria ela pedindo para ele dizer que a amava mesmo se não pudesse dar um filho? Estaria ela pedindo para ele restaurar sua confiança no amor e no infinito poder de Deus? Estaria precisando ser relembrada da promessa de Deus? Estaria querendo que ele dissesse não? Talvez Abrão tenha obedecido sem nem mesmo entender o que ela tentou lhe dizer.
Agar também teve sua parcela de culpa. Até onde posso dizer, ela não errou quando foi para a cama com Abrão. Ela era escrava, sujeita à vontade de sua senhora. Ela tinha pouco ou nenhum poder de decisão. Contudo, ela errou quando sentiu orgulho e desprezo por Sarai.
Ele a possuiu, e ela concebeu. Vendo ela que havia sido concebida, foi sua senhora tratada por ela com desprezo. (Gênesis 16:4). Parece que ela caiu nas graças de Abrão, principalmente quando ele soube que ela carregava um filho dele. Ela se sentiu superior à sua senhora, mas ainda era sua escrava. Ela se gabou do que não era motivo de orgulho. E, assim, vemos uma sequência de pecados, começando no Egito e terminando na cama de uma escrava egípcia.
Gênesis 16:5-6

Cada um deles: Sarai, Abrão e Agar, foi pego na teia do pecado. Sarai agiu com presunção; Abrão escorregou na passividade; e Agar foi vítima do orgulho. E, em mais uma rodada de pecado, cada um deles reagiu mal ao dilema causado por seus próprios erros.
Sarai descobriu que o tiro saiu pela culatra. Uma criança nasceu, mas mesmo sendo amada por Abrão (17:18, 20; 21:11), foi desprezada por ela (21:10). Ismael trouxe desavença entre eles, não união. Até Agar, que antes fora leal, agora desprezava sua senhora.
ENTREGUEI MINHA SERVA A VOCÊ, MAS, AGORA QUE ENGRAVIDOU, ELA ME TRATA COM DESPREZO. O SENHOR MOSTRARÁ QUEM ESTÁ ERRADO: VOCÊ OU EU! (12:5).
Apesar de todas as palavras religiosas proferidas por Sarai, elas não escondem sua culpa pelo que aconteceu. Embora estivesse furiosa com Abrão, ela tinha de saber que foi ela mesma quem fez a cama para Agar. Não há palavras de confissão ou tristeza de seus lábios, só um amargo remorso.
Abrão também não mudou de rumo. Ele deveria ter aprendido que passividade não é sinônimo de piedade. Deixar Sarai fazer as coisas do jeito dela era renunciar à sua própria liderança. Ele foi cúmplice do pecado de Sarai por não lhe dizer não ou não repreendê-la. A tremenda bronca de Sarai só serviu para afastá-lo ainda mais. Ele não reconheceu seu pecado, nem confrontou Sarai com os dela. Em vez disso, ele continua permitindo que ela faça as coisas do seu jeito.
Respondeu Abrão a Sarai: A tua serva está nas tuas mãos, proceda segundo melhor te parecer. Sarai humilhou-a, e ela fugiu de presença sua (Gênesis 16:6).
Antes, ele havia concordado com seu plano de gerar um herdeiro. Agora, ele dá a ela liberdade para lidar com Agar do jeito que você quiser. Sarai parece ter agido dentro dos limites da legalidade, tenha embora exagerado nos padrões de moralidade. Agar, cansada de enfrentar a tirania de Sarai, acaba fugindo, seguindo rumo ao Egito.
Genesis 16:7-12

WANNEER GOD MOET INGRIJPEN
Aanvankelijk, wanneer Abram en Sarai besluiten een kind te krijgen via hun slavin, zien we geen overleg met God. Pas wanneer de zaken mis beginnen te lopen, noemt Sarai God. Het is triest om te bedenken dat wij vandaag de dag ook zo zijn; we hebben onze "briljante ideeën" zelf, we vragen God niet om leiding, toestemming of iets anders. Het lijkt erop dat wanneer de mens ervoor kiest zijn eigen weg te volgen, God zich terugtrekt en hem de gevolgen van zijn ongehoorzaamheid laat dragen. God spreekt alleen tot Hagar. Hij zoekt haar op terwijl ze vlucht. De reden voor deze goddelijke tussenkomst wordt uitgelegd in de verzen 7 tot en met 16.
Vluchten verandert niets aan relaties, noch ontslaat het iemand van verantwoordelijkheid. Jona, zelfs in de buik van de vis, was nog steeds Gods profeet met een boodschap voor de Ninevieten. Hagar bleef Sarai's dienstmaagd en had nog steeds de plicht haar meesteres te dienen. De vraag "Waarheen gaat gij?" Het lijkt erop dat dit opzettelijk was om Hagar terug naar de realiteit te brengen. God stelt ernstige vragen over Hagars beslissing en herinnert haar vervolgens aan haar verplichtingen. Hij gebiedt haar terug te keren naar degene die gezag over haar heeft: "Keer naar uw meesteres terug en verneder u onder haar hand" (vers 9).
1 Petrus 2:18-20 spreekt over dienaren die zich aan hun meesters onderwerpen, zelfs als die slecht zijn. Dit behaagt God. In onze tijd praten we veel meer over plezier en prestaties dan over plichten en verplichtingen. Maar wat zei God tegen Hagar? Dat ze haar plicht moest vervullen, ook al was die buitengewoon moeilijk en verontrustend.
Naast het gebod kwam echter ook een belofte. Sterker nog, het gebod was een voorwaarde voor de vervulling van de belofte in vers 10-12.
Ismaël zou vrij leven, zonder beperkingen, zonder boeien, en zou een doorn in het oog van zijn broers zijn (vers 12) en dodelijk voor zijn broers. Voor Hagar, Sarai's radeloze dienstmeid, was dit een bron van grote hoop en troost. Zelfs onder de wrede hand van haar meesteres leek ze te mompelen: "Je verliest er niets mee door te wachten, Sarai."
Gênesis 16:13

AGAR - REJEITADA MAS NÃO ABANDONADA - Quem era Agar? Era uma serva egípcia que foi adquirida por Sarai e Abraão quando, junto com Ló, mudaram-se de Canaã para o Egito a fim de escapar da fome. A relação de uma serva e a esposa do patrão consistia em honra, obediência e lealdade. Como Sara era estéril, Agar podia entrar como mãe substituta, o que era perfeitamente legal, apesar de ser uma clara violação da lei de Deus (veja Gênesis 2:24) é uma evidência da falta de fé de Abraão e Sara.
Agora imagine que como escrava, Agar nunca teve nada, nem família, nem bens, nem um marido … nada . E então ela foi escolhida para ter um filho do patrão, ela não se conteve … como dizem hoje "subiu a cabeça" o orgulho, a autovalorizaçao. Talvez ela se achou melhor que a sua senhora, pois ela podia dar um filho ao patrão coisa que Sara com toda riqueza, não podia. Talvez ela até pensou que poderia tomar o lugar de Sara! Tem pessoas que são assim quando não tem muita experiência de vida, agem com orgulho quando conquistam algo.
Sara reagiu e mostrou quem era a Senhora alí. Ela começou reclamando com Abraão e ele mandou que ela assumisse a responsabilidade por sua empregada. Então, Sara agiu com dureza, e por causa dos maus tratos de Sara, Agar fugiu.
E foi nessa situação que Deus revelou-se para essa escrava fugitiva (Tu és o Deus que me vê). Eu quero te dizer que Deus é bom e no meio das nossas maiores aflições ele nos vê e vem em nosso favor.
Agar pode representar o grande número de mulheres sem recurso e desfavorecidas de hoje. Elas não estão fora do cuidado atento de Deus sob nenhuma circunstância. Da mesma forma como Deus providenciou o que Agar necessitava, proverá aquilo que você precisa. Duas vezes o anjo do Senhor veio atendê-la (Gn 16:7; 21:17). Deus esteve com Agar e seu filho nos períodos de crise e em outros momentos também (Gn 21:10).
Agar pode representar também muitas mães solteiras abandonadas que passam por tantos desesperos de quase morte como aconteceu com Ismael, e não tem ninguém pra te socorrer é só você e Deus. No Deus que vê todas as coisas, Agar encontrou refúgio e vida. E o mesmo Deus pode fazer por você também.
Gênesis 16:13-16

O tema predominante nos versos 7 a 16 é expresso por Agar no verso 13: "Tu és o Deus que me vê".
O nome do seu filho serviu como registro da compaixão de Deus pelos aflitos. Literalmente, Ismael significa "Deus ouve". Mesmo quando é o escolhido de Deus para a fonte da aflição, Ele ouve e cuida dos oprimidos. Esta verdade ajudou muito Agar nos anos difíceis que se seguiram.
Deixe-me fazer mais uma observação. Deus falou com Agar neste capítulo, mas não com Abrão ou Sarai. Aliás, Moisés nos diz que (pelo menos até onde vai o registro histórico) Deus não falou com Abrão durante 13 anos (cf. 17:1). Quando decidimos agir com base nas situações, Deus talvez só fale conosco por meio das situações — alta, clara e dolorosamente.
Parece que Abrão preferiu exercer a liderança recebida de Deus por meio de sua esposa, já que ele não questionou suas opiniões ou buscou orientação divina (pelo menos em nossa passagem). Não é interessante que Abrão só tenha sabido qual nome dar a seu filho por meio das palavras ditas por Deus a Agar (16:11, cf. versículo 15)? Quando decidimos ser guiados pelos outros ao invés de sermos guiados por Deus, Ele pode nos deixar fazer as coisas do nosso jeito, durante algum tempo. Só que, ai de nós, como esse tempo será solitário! Que falta sentiremos da Sua companhia e da intimidade com Ele!
Uma observação final. Muitas pessoas querem ajudar Deus a salvá-las. Eles querem um sistema de salvação que lhes permita participar do processo de salvação. Amigo, não há nada com que você possa contribuir para sua salvação. Como ensinam as Escrituras,
... como está escrito: Não há justo, nem um sequer (Romanos 3:10).
Assim como Abrão não pôde ajudar Deus a produzir um filho pelo esforço humano, você também não pode ajudar Deus a salvar sua alma. A salvação é um dom de Deus, por meio da fé naquilo que Jesus Cristo fez pelos pecadores perdidos.
As palavras de Deus no capítulo 17 quebram o silêncio de 13 anos.
Deus Se revela a Abrão de forma muito íntima. Ele também se manifesta mais plenamente quanto ao Seu caráter e atributos. Ele se refere a Si mesmo como o "Deus Todo-Poderoso", El Shaddai . Esta é a primeira vez em que Deus é chamado por este nome.
Assim como Abrão ouve Deus referir-Se a Si mesmo por um novo nome, ele também recebe um novo nome, um símbolo do seu destino:
Quanto a mim, será contigo a minha aliança; será pai de numerosas nações. Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações você constituí (Gênesis 17:4-5).
A obrigação que pesa sobre Abraão e seus descendentes é que sejam circuncidados:
Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado (Gênesis 17:10).
De certa forma, a circuncisão parece ser uma coisa bem simples. Como é que Deus pode exigir só isso de Abraão? É preciso lembrar o que Deus disse a ele: "anda na minha presença e sê perfeito" (verso 1). A circuncisão não é tudo o que Deus exige de Abraão — ela é, antes de tudo, símbolo de seu relacionamento com Deus, e indica como deve ser sua conduta moral. A circuncisão, para Abraão, significa que ele está ligado a Deus nesta aliança. Ele anseia por suas vitórias, mas também se submete às suas cláusulas.
Disse também Deus a Abraão: A Sarai, tua mulher, já não lhe chamará Sarai, porém Sara. Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela (Gênesis 17:15-16).
Sara vai mesmo gerar um filho, e as vitórias espirituais virão por meio dele. Você e eu não podemos ter um relacionamento estático com Deus. Não, se somos realmente nascidos de novo. Deus não permitirá que isso aconteça. Talvez ele permita que venhamos a falhar, assim como Abrão muitas vezes falhou. Talvez Ele nos deixou por conta própria, como fez com Abrão, ficando em silêncio durante treze anos. No entanto, mais cedo ou mais tarde Ele entrará na nossa vida letárgica e nos aproximaremos Dele mesmo. Na vida cristã, tudo se resume a isso.
Gênesis 17:23

A obediência IMEDIATA é o único tipo de obediência que existe.
OBEDIÊNCIA ADIADA É DESOBEDIÊNCIA
Todas as vezes que Deus nos chama a um dever, está nos oferecendo uma aliança com Ele, desempenhar o dever é nossa parte, e Ele fará a sua parte abençoando-nos ricamente.
A única maneira de obedecermos é obedecer ” naquele mesmo dia ”, como fez Abraão.
Lutero dizia que “ o verdadeiro crente crucificará a pergunta: por que?” Ele obedecerá sem perguntar.
Eu não quero ser daqueles que, se não virem sinais e prodígios, não crerão. Eu quero obedecer sem questionar.
A obediência é o fruto da fé; a paciência é o vigor desse fruto.
Gênesis 18:1-8

O trio celestial e a hospitalidade de Abraão (18:1-8)
Embora esta não seja a primeira aparição de nosso Senhor a Abraão, certamente é única. Anteriormente, Deus havia falado diretamente (12:1-3; 13:14-17), por meio de um porta-voz (14:19-20), por uma visão (15:1ss) e em uma aparição, que pode ter sido acompanhada de glória e esplendor (17:1ss). Agora, Deus vem a Abraão aparecendo como um homem comum, acompanhado por outros dois que posteriormente são identificados como seres angelicais (compare 18:2, 22; 19:1). Nada nos é dito que distinga esses três 'viajantes' de quaisquer outros.
O horário tornava a necessidade de hospitalidade ainda maior, pois esses hóspedes estariam sedentos e cansados do calor. A hospitalidade de Abraão seria posta à prova, pois sua "sesta" teria que ser interrompida para que ele pudesse servir seus hóspedes.
Abraão disse: "Meu Senhor, se assim desejar, pare aqui um pouco. Descanse a sombra dessa árvore enquanto mando trazer água para lavarem os pés. E uma vez que honrarem seu servo com essa visita, prepararei uma refeição para restaurar suas forças antes de seguirem viagem".
Qualquer um de nós teria preparado com prazer um banquete como aquele se soubéssemos a identidade dos convidados, mas parece bastante certo que Abraão ainda não a conhecia. Sem dúvida, o autor da Epístola aos Hebreus se referia a isso quando escreveu:
Não se esqueçam da hospitalidade para com os estrangeiros, pois, praticando-a, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos (Hebreus 13:2).
Que cena deve ter sido essa! Abraão, de pé, servindo seus visitantes celestiais, sem saber quem eles eram. Ao mesmo tempo, além e abaixo, estavam as cidades de Sodoma e Gomorra em meio a tumultos e festas, desfrutando do último dia da temporada de pecado, e Ló em algum lugar ali, ainda sem saber o que aquele dia traria.
Gênesis 18:9-14

Então o visitante perguntou: "Sara, sua mulher, onde está?" Ele respondeu: "Está aí na tenda". Disse um deles: Certamente voltarei a ti, daqui a um ano; e Sara, sua mulher, dará à luz um filho. Sara estava escutando, à porta da tenda, atrás dele. Abraão e Sara já eram velhos, avançados em idade; e a Sara já lhe havia cessado o traje das mulheres. Riu-se, pois, Sara no seu íntimo, dizendo consigo mesma: Depois de velha, e velho também o meu senhor, terei ainda prazer? Disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Será verdade que darei ainda à luz, sendo velha? Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil? Gênesis 18:9-14
O Senhor, então, assegurou-lhe que dali a um ano ela teria um filho. A essência desta promessa um pouco diferente da promessa anterior, conforme registrada no capítulo 17 (versos 19, 21). Para Abraão, isso deve ter resolvido a questão da identidade de seus visitantes.
Humanamente falando, um filho estava fora de questão, tanto para Abraão quanto para Sara. A risada de ambos foi uma combinação de surpresa, choque, exultação e incredulidade.
Eis uma questão fundamental. A única razão para tal desconfiança é não conseguir entender a extensão da capacidade de Deus de operar em nós e por meio de nós.
Sara parece ter saído da tenda quando Abraão foi questionado a respeito de sua desconfiança. Temendo, ela negou ter rido consigo mesma. Curiosamente, ela não negou os pensamentos denunciados pelo Senhor. Sua negação foi logo tachada como falsa.
O cristão maduro se torna menos dependente das manifestações espetaculares de Deus e mais envolvido em comunicação íntima diária com Ele . Anteriormente, Deus tinha Se revelado a Abraão com mais esplendor e glória. Desta vez Deus não teria sido reconhecido, não fosse o conhecimento prévio sobre Ele e os olhos da fé. Deus foi reconhecido pelas Suas promessas, pela Sua palavra, não por uma presença espetacular ou cheia de esplendor.
Será que você pode ter uma comunhão mais íntima do que compartilhar uma refeição com Deus?
Muitos casais desejam ter filhos no casamento. Aliás, os filhos são parte do plano de Deus para homem e mulher unidos no casamento desde que Deus instruiu Adão e Eva a serem "fecundos" e a multiplicar-se ( Gn 1:28).
A esterilidade é definida pela comunidade médica como a incapacidade de alcançar a gravidez depois de decorrido um ano ou mais de relacionamento sexual sem uso de contraceptivos ou a incapacidade de levar a termo repetidas gestações.
Casais estéreis não foram abandonados por Deus. Deus não dá filhos a todos os casais. Mas isto não quer dizer que Ele não tenha uma benção diferente pra sua vida. Mulheres notáveis da Bíblia não foram associadas com a benção de gerar filhos: Midiã, Ester, Priscila, Maria e Marta, Maria Madalena.
Sara tinha um bom casamento com Abraão, ao que parece eles tinham união de pensamento, afinidades, ela queria ser mãe, construir a família, ele queria dar essa felicidade a ela e concordou com a chegada de um filho através de Agar. Como Abraão saberia que não seria esse o filho da promessa? No capítulo 15:4 o Senhor disse que não seria Eliezer o herdeiro, mas seria alguém gerado por Abraão. MAS AQUELE QUE SERÁ GERADO DE TI SERÁ TEU HERDEIRO. Não falou de Sara. Ele pensou que essa ideia de Sara poderia ser boa.
Seguindo a história nós vemos que deu errado, Sara e Agar não se ajustaram , não houve harmonia. O que houve foi ciúmes, intrigas e inveja ao ponto de Agar ter que sair de cena com o tão sonhado filho de Abraão.
Voltando a estaca zero. O tempo passou e Abraão e Sara entraram no estágio da impossibilidade, naturalmente falando. Sara talvez tenha pensado que fez algo errado, que atrapalhou o trabalhar de Deus e agora Deus não a abençoaria mais. Tudo perdido. Sua experiência como mãe oscila de sentimentos de ceticismo, embaraço, inveja e crítica cruel para um sentimento de intensa alegria e êxtase. Mesmo que Sara tenha caído em pecado, Deus manteve fielmente a promessa de que ela seria "mãe de muitas nações" (Gn 17:16).
O nome Isaque está ligado ao riso. Isaque ("Ele ri") mostra não só a risada de Abraão e Sara, mas que Deus também sorri para seus filhos.
Gênesis 18:17-18

- Os habitantes de duas cidades que existiram enquanto Abraão estava vivo eram particularmente maus, por isso Deus decidiu destruí-los. Mas ele tinha um relacionamento especial com Abraão, e isso levantou uma pergunta: “ Devo esconder minhas intenções de Abraão, uma vez que prometi que ele se tornará uma grande nação e uma fonte de benção para todos os povos?
- Como é bela a sugestão feita pelo solilóquio divino!!! “ Esconderei de Abraão o que estou para fazer? Os amigos de Deus tem permissão para conhecer seus segredos, exatamente porque são seus amigos. Deus considera Abraão como alguém que tinha o direito de saber o que ele estava para fazer ( salmos 25:4; Amós 3:17).
- Deus revelou-se plano a Abraão e depois destruídas cidades de Sodoma e Gomorra. Os descendentes de Abraão, por fim, tornaram-se a nação de Israel.Durante o milênio, Israel será a grande nação prenunciada na Bíblia.
Toda a terra foi abençoada quando o descendente de Abraão chamado Jesus morreu pelos pecados do mundo. Outras bençãos irão se cumprir na segunda vinda de Jesus. Os que fazem parte da aliança com Deus tèm um relacionamento especial com ele.
Gênesis 18:20-33

Os versos 20 e 21 retratam de forma dramática o pecado de Sodoma e a justa ocorrência de um Deus santo. O pecado da cidade é tão grande que praticamente clama aos céus por retribuição (v. 20). O interesse pessoal e a atenção de Deus são descritos como "descer"5para tratar do assunto. Isso não significa que o texto esteja transmitindo a onisciência de Deus, pois Ele sabe de todas as coisas. Deus não está "descendo" para saber dos fatos, mas para cuidar deles pessoalmente e corrigir o problema. Foi assim que Abraão compreendeu que Deus destruiria a cidade, embora isso não seja afirmado de modo específico.
Mesmo falando com reverência, Abraão manifestou diante de Deus uma ousadia sem precedente.
E, aproximando-se a ele, disse: Destruirás o justo com o ímpio? Se houver, porventura, cinquenta justos na cidade, destruirás ainda assim e não pouparás o lugar por amor dos cinquenta justos que nela se encontrar? Longe de ti o fazeres tal coisa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra? (Gênesis 18:23-25)
Sem dúvida, a principal preocupação de Abraão era com Ló e sua família. Embora isso não seja expresso, está implícito (19:27-29). Seu apelo tinha como base a justiça de Deus. A justiça não iria permitir que o justo sofresse o castigo devido ao ímpio (v. 25). Abraão apelou para Deus poupar Sodoma a fim de poupar Ló, não tanto para salvar a cidade ou os ímpios.
No entanto, como somos informados no capítulo 19, as esperanças de Abraão eram maiores que a realidade.
Isso seria uma tragédia, não fosse uma grande verdade divina: a graça de Deus sempre excede as nossas expectativas. Numa análise final, só havia três justos em Sodoma: Ló e suas duas filhas. Algumas perguntas sobre a retidão das filhas de Ló podem ocorrer devido ao seu comportamento no capítulo seguinte. Ainda assim, Deus lembrou-se do pedido de Abraão. Embora não tenha poupado a cidade de Sodoma, Deus poupou os justos. Ele é capaz e Se apresenta a fazer muito mais do que pedimos ou pensamos, como ensinam as Escrituras (cf. Efésios 3:20).
Não fosse pelas palavras do apóstolo Pedro, nunca saberíamos com certeza que o personagem conhecido como Ló foi um verdadeiro crente:
... e livrou o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados (porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas aqueles)... (2 Pedro 2:7-8)
Embora isto não seja dito em termos concretos, parece que a insistência de Ló foi motivada tanto pelo temor à segurança dos forasteiros quanto pela sua generosidade. Ele devia conhecer muito bem o destino de quem não tinha um teto onde passar a noite. Em qualquer outra cidade, dormir na praça não seria incomum ou imprudente. No entanto, a depravação de Sodoma fez Ló insistir delicadamente com os seus convidados para que ficassem com ele e partilhassem da sua mesa.
Se Ló achou que seus convidados entraram em sua casa sem serem notados, ele deve ter ficado muito decepcionado. Doentios como parecem ser, os homens da cidade tinham olhos de águia para qualquer estrangeiro além de Ló. Seus motivos eram depravados e seus interesses indescritíveis. Em pouco tempo, a cidade toda rodeou sua casa, tentando fazer sexo com os forasteiros. O que ocorreu não foi uma atitude "liberal" de uma cidade cujos leis permitiam esse tipo de conduta consensual e particular entre dois adultos. Não foi nem mesmo um pedido indecente para pecar. Na verdade, foi mesmo uma tentativa de estupro, da pior espécie. Imagine só, uma cidade inteira, desde o mais novo até o mais velho. Com certeza, isso proporciona uma atitude drástica.
Ló saiu, fechando a porta atrás de si, na esperança de rir da situação. Ele lhes implorou para não serem perversos e, com justiça quando estamos prestes a aplaudir sua coragem, ele oferece suas filhas para saciar o apetite depravado desses degenerados. É simplesmente inconcebível! A prontidão de Ló (preocupação com seus hóspedes) tornou-se devassidão (disposição de entregar as próprias filhas virgens no lugar dos forasteiros). Quando a turba recusa sua oferta, dá até para soltar um suspiro de alívio; no entanto, é preciso dizer que as consequências dessa concessão ainda estavam por vir.
Gênesis 19:9-14

Ló viveu em Sodoma durante vinte anos, mas, para os homens da cidade, ele continuou sendo forasteiro. Suspeito que a razão pela qual ele foi deixado em paz durante todo esse tempo foi porque eles ainda se lembravam do poder militar de Abraão. Se Ló fosse atacado, eles terminariam de acertar as contas com seu tio.
Ao longo dos anos, aparentemente, Ló se contentou em manter distância do pecado da cidade, mas nada fez para combatê-lo. Agora, ele atuou como juiz, falando contra sua perversidade. Isso era demais para aquela turba. Quando finalmente foi solicitada a protestar contra sua depravação, a multidão ficou enfurecida. Primeiro eles vou dar um jeito em Ló, depois nos outros dois.
Ló, que supôs ser seu dever salvar os estranhos, foi resgatado por eles. Pelas palavras que lhe disseram, eles revelaram a Ló sua identidade e o que iam fazer. Quanto aos homens da cidade, ou ficaram cegos ou com a visão distorcida e embaçada; o certo é que ficaram tateando à procura da porta até cansarem (cf. 2 Reis 6:18).
verso 12. Os anjos perguntaram a Ló: " Você tem outros parentes na cidade? Tire -os todos daqui: genros, filhos, filhas ou qualquer outro parente, pois estamos prestes a destruir toda cidade.
Nas últimas horas da madrugada, antes do nascer do sol, Sodoma viu mais atividade missionária por parte de Ló do que em todos os anos anteriores. No entanto, seus esforços não recaíram sobre o povo daquela cidade, e sim sobre uma tentativa vã e frenética de salvar a própria família, cuja salvação ele tinha negligenciado.
Seus sogros foram despertados e avisados de uma forma meio surreal. Foi como tentar pregar o evangelho no último minuto a alguém à beira da morte. Sem dúvida, a atitude de Ló deve ter dado uma impressão muito bizarra. Eles acharam que fosse algum tipo de piada. (v.14) Por que será? Por que eles não levaram a sério? Repare que não está escrito que eles não quiseram acreditar nele, mas que não o levaram a sério. Parece haver apenas uma explicação possível para isso: Nunca havia mencionado sua fé. Suas palavras não eram uma repetição de uma longa vida de advertências sobre pecado e justiça — elas eram totalmente novas e inéditas.
Gênesis 19:15-25

O dia amanheceu sem nenhum convertido, muito menos uma alma justa para fugir da ira de Deus. O tempo tinha acabado. Os anjos disseram a Ló para pegar sua esposa e suas duas filhas e dar o fora da cidade antes de vir o juízo.
A incredulidade dos cidadãos de Sodoma até certo ponto é previsível, mas a relutância de Ló é inacreditável. Nunca ninguém se esforçou tanto para não ser salvo. Existem muitas razões para ele ter sido relutante e ficar embromado durante o resgate. Primeiramente, em seu estado carnal, talvez ele não tivesse plena descoberta da realidade e da gravidade do juízo de Deus. Segunda, talvez ele tivesse a esperança de que, demorando e protelando a partida, seus amigos e sua família pudessem ser preservados, pois sabia que o juízo não viria antes de ele partir (cf. verso 22). Terceira, ele estava tão ligado aos seus amigos, à sua família e às coisas "do presente século" que não podia suportar a ideia de ir embora. Enfim, ele foi literalmente arrastado pelo anjos para fora da cidade.
O sol nasceu assim que Ló, sua mulher e suas filhas chegaram ao Zoar (v. 23). Quando estava seguro, fora do alcance da devastação, o Senhor fez chover fogo e enxofre do céu sobre as cidades do vale. Muitas sugestões já foram feitas sobre as causas dessa destruição. Embora eu acredite que possível tenham sido usados meios naturais, como raios, terremotos ou erupções vulcânicas, isso não significa que não tenha ocorrido um milagre. O juízo veio da parte do Senhor (vs 19:13-14; 24-25) chegou naquela hora e foi Ele quem esteve no controle absoluto tanto da sua extensão quanto da sua duração (vs 22, 24-25). A devastação destruiu quatro cidades, inclusive o terreno onde foram construídas. Foi uma devastação completa.
PECADOS RECORRENTES
Todos nós lutamos contra pecados recorrentes. Eles são como um móvel no qual você bate a canela constantemente. Em algum momento, você pensa que aprenderá a evitá-lo. Mas quando passa um tempo e você não pensa mais nisso — Pum! Você bate de novo.
Gênesis 20a passagem nos mostra Abraão, o pai da fé, batendo a canela no mesmo móvel. Ele comete o mesmo erro que cometeu no capítulo 12: afirma que Sara é sua irmã e ela é levada para o harém de um rei.
Após o ápice da comunhão e oração de Abraão (cap. 18), você não imaginaria que isso pudesse acontecer. Se a Bíblia fosse um conto de fadas, não aconteceria. Mas a Bíblia é um livro realista que nos mostra a humanidade de todos os seus heróis. As fraquezas de Abraão nos mostram as lutas da vida de fé e nos dão esperança. Se Deus pôde trabalhar com um pecador como Abraão, então Ele pode trabalhar comigo!
Há um delicado equilíbrio aqui. Se o texto retratasse apenas o pecado de Abraão e a graça de Deus, poderíamos ser inclinados à permissividade: "Não se preocupe com o seu pecado, porque Deus é misericordioso". Mas o capítulo não permite essa aplicação errônea. A santidade de Deus e o dano causado pelo nosso pecado são equilibrados com a Sua graça, para que não tratemos o nosso pecado com leviandade.
Por que Deus apareceu a Abimeleque, mas não a Abraão? Por que Deus não impediu Abraão de sua ação insensata? A razão é que Deus, às vezes, permite que falhemos para nos ensinar que nossa salvação depende totalmente de Sua graça soberana e não de nós mesmos. Esse evento ocorreu às vésperas de Sara engravidar de Isaque. Isso não teria acontecido se ela estivesse no harém de Abimeleque. Em sua tentativa de se proteger, Abraão quase frustrou a promessa de Deus de lhe dar um filho por meio de Sara no ano seguinte (18:10). Essa grave falha, bem na iminência do cumprimento da promessa, mostrou a Abraão, mais uma vez, que se a promessa de Deus fosse cumprida, seria totalmente por causa de Deus e não por causa de Abraão.
Gênesis 20:3-9

Por mais estranho que pareça, Abimeleque se destacou muito acima de Abraão nesta passagem. Devemos admitir que não há pecado em que o cristão não possa cair em momentos de desobediência e incredulidade. Nesses momentos, os incrédulos podem envergonhar o cristão com sua integridade e moralidade.
O que torna esta passagem tão surpreendente não é o fato de Abraão ter regredido tanto em seu crescimento e maturidade espiritual. Pela minha própria experiência, confesso, com vergonha, que isso é perfeitamente plausível. Embora a infidelidade de Abraão não seja nenhuma surpresa, a fidelidade de Deus para com ele nesse momento de fracasso é admirável.
Mesmo se o próprio caráter exigisse para permanecer fiel às promessas, eu não teria revelado a Abimeleque que Abraão era um crente, ainda que carnal. E, no entanto, Deus revelou o fato de que Abraão era objeto de Seu cuidado especial. Mais do que isso, Abraão foi identificado como um profeta (v. 7). Ele era o representante de Deus e o intermediário por meio do qual Abimeleque deveria ser curado.
Isso deve ter deixado Abimeleque perplexo. Como Abraão podia ser um homem de Deus e, ao mesmo tempo, um mentiroso? Abimeleque, porém, não teve a oportunidade de tomar medidas punitivas, apesar dos problemas que a desobediência de Abraão havia causado à casa do rei. Abraão era a fonte do sofrimento de Abimeleque, é verdade, mas também era a solução. Abimeleque e Abraão se encontravam em uma situação muito delicada.
No dia seguinte, Abimeleque, correu para devolver Sara e deu uma tremenda reprimenda em Abraão. No verso 9 ele diz: "O que você fez conosco? Que crime cometi para merecer esse tratamento que nos torna, a mim e meu povo, culpados desse grande pecado? O que você me fez não se faz a ninguém!"
Abraão aqui é como uma de nossas crianças que é pega em flagrante. Ela lamenta ter sido pega, mas não se arrepende do mal que fez.
Verso 17 Diz que Abraão orou a Deus, e Deus curou Abimeleque, sua mulher e suas servas de modo que pudessem ter filhos. Reserve alguns momentos para refletir nas lições dessa história.
Os eventos dos versos 1 a 7 podem ser vistos sob três perspectivas diferentes. Nos versos 1 e 2, vemos a dimensão divina no nascimento do filho como uma dádiva de Deus. Os versos 3 a 5 registram a reação de Abraão ao nascimento desse filho. Finalmente, nos versos 6 e 7, temos a alegria de Sara com a chegada do filho tão esperado, que é a alegria de sua vida.
Mas o nascimento de Isaac ameaça Ismael, filho de Abraão com Agar. Por 13 anos, ele foi o único herdeiro, o centro das atenções do pai, a esperança dos sonhos de seu pai. Mas agora ele é deixado de lado em favor desse recém-chegado. Assim, a tensão na família de Abraão começa a crescer. Ela atinge o ápice na festa realizada para o desmame de Isaac, provavelmente quando ele tinha cerca de dois ou três anos de idade. Ismael zomba de Isaac e Sara dá um ultimato: "Expulse esta serva e seu filho [Sara nem sequer usa seus nomes], pois o filho desta serva não será herdeiro com meu filho Isaac" (v. 10). Abraão é mergulhado das alturas da alegria às profundezas da tristeza por causa de seu amor por seu filho.
Abraão entrou em conflito, afinal Ismael era tão seu filho quanto Isaac. As vezes é difícil dizer adeus a quem amamos. Mas observe atentamente este princípio: assim como ... escuridão vem antes do alvorecer, então dificuldade muitas vezes precede triunfo. Os problemas podem vir de diversas fontes... mas Deus dará a saída.
Evidentemente, Ismael provocou Isaac (verbalmente, fisicamente ou ambos, não sabemos), ridicularizando-o, zombando dele, e isso chamou a atenção de Sara. Ismael já é um adolescente, provavelmente com 13 anos. Abraão enfrentou a decisão mais difícil de sua vida. Deveria fazer Sara encarar a realidade e aprender a conviver com Agar e Ismael? Ou deveria ceder ao pedido dela, que claramente se baseava em ciúme, e mandar Agar e Ismael embora? Nesse momento, o Senhor interveio e disse a Abraão para fazer o que Sara havia dito (v. 12). E porque Deus ficou do lado de Sara?
Gênesis 21:12

Francamente, isso é um pouco surpreendente. Da perspectiva de Agar e Ismael, parecia injusto. Agar não teve escolha quanto à concepção de Ismael com Abraão. Ismael não pediu para nascer nessa situação. Seu ciúme em relação a Isaque é compreensível para um adolescente. Embora a atitude de Sara também fosse compreensível, não era louvável. Então, por que Deus ficou do lado de Sara?
A razão de Deus é declarada: "pois por meio de Isaque a tua descendência será chamada" (21:12). Deus não estava endossando o ciúme de Sara, mas, em Seu propósito soberano, escolheu Isaque para ser aquele por meio de quem Sua bênção fluiria para todas as nações. Sendo Deus, Ele tem o direito de fazer tais escolhas soberanas sem nos dar as razões (ver Romanos 9) Mas, neste caso, podemos discernir a razão por trás da escolha de Deus.
Isaac representa aquilo que só Deus pode fazer. Sara sempre fora estéril. Agora, devido à idade, Abraão e Sara eram fisicamente incapazes de gerar um filho. Assim, Isaac foi o resultado do poder de Deus, independentemente da capacidade humana. Mas Ismael representa o que o homem pode fazer sem Deus. Abraão e Agar geraram Ismael por meios naturais.Gálatas 4:21-31Paulo diz que essa história tem uma lição espiritual por trás dela. Ismael nasceu segundo a carne, mas Isaque nasceu segundo o Espírito (Gálatas 4:23, 29Abraão e Sara não podiam se gloriar em Isaque, mas podiam glorificar a Deus apenas por meio dele. Já Abraão podia se gloriar em Ismael, porque foi ele quem o gerou.
Deus escolheu Isaque para que soubéssemos que a vida de fé exige total dependência de Deus, de modo que todo o fruto vem Dele. Aquilo que provém da nossa carne, aquilo que podemos fazer independentemente de Deus, jamais O agradará. Exalta o orgulho humano e rouba a glória de Deus. Aquilo que o Espírito produz em nós e através de nós traz a Deus a glória devida ao Seu nome. Portanto, embora pareça injusto que Agar e Ismael tenham sido expulsos, isso era necessário para o propósito e a glória de Deus.
Gênesis 21:13-16

Devemos observar que tanto Agar quanto o menino são figuras importantes no coração de Abraão. Até então, Agar havia sido referida como a serva de Sara, mas aqui ela é chamada de "sua serva" por Deus. Sara, como nos lembramos, tinha muito ciúme de Agar e de seu filho (cf. Gênesis 16:5É impossível para um homem entrar em um relacionamento íntimo como o que Abraão teve com Agar e simplesmente ir embora. Sara sabia disso, e Deus também. De uma forma que ia além da física, Abraão havia se tornado um com Agar, e Ismael era a prova dessa união.
No capítulo 17, Deus recusou-se a aceitar Ismael como herdeiro de Abraão. Isaque, insistiu Deus, seria o herdeiro da promessa (17:19). Portanto, era necessário que Ismael fosse mandado embora e eliminado para sempre da condição de herdeiro. Por essa razão, as exigências de Sara deveriam ser atendidas, e Ismael deveria ser mandado embora. Contudo, as promessas que Deus fizera a Agar (16:10-12) e a Abraão (17:20) a respeito de Ismael seriam cumpridas: "Do filho da serva também farei uma nação, porque ele é teu descendente" (v. 13).
Abraão levantou-se cedo para se despedir de Agar e Ismael. Certamente, partir cedo seria prudente no deserto, já que as viagens devem ser feitas no frescor do dia. Além disso, uma partida antecipada facilitaria a despedida sem a interferência de Sara. Abraão provavelmente queria expressar seu profundo amor por Agar e Ismael sem encontrar uma plateia hostil.
Alguns sugerem que Agar se perdeu no deserto e que isso explica por que ela "vagou pelo deserto de Berseba" (v. 14). Por fim, as provisões que Abraão lhes dera acabaram e a morte parecia iminente. O menino não era um bebê, como poderíamos supor, mas um adolescente, pois era quase quatorze anos mais velho que Isaque (cf. 17:25). Não querendo vê-lo morrer, Agar deixou Ismael a certa distância, sob a pouca sombra que os arbustos ofereciam. Então, ela ergueu a voz e chorou. Mesmo nos momentos mais difíceis de dor, Deus, em sua graça, suaviza o sofrimento daqueles que clamam a Ele.
Gênesis 21:17-21

Muitas vezes o desespero cresce tanto na nossa mente que ficamos cegos e paralisados para ver a solução que algumas vezes está tão perto de nós. Assim, aconteceu com Agar.
A solução para o problema de Agar já estava lá. Devido às suas lágrimas, ela não conseguia ver o poço ali perto. O mais provável é que o poço não fosse uma estrutura visível, apenas uma pequena fonte de água escondida entre os arbustos. Deus, então, fez com que ela visse as coisas como elas realmente eram, e ela e o rapaz foram revigorados e revividos.
Vemos também a compaixão de Deus por Agar e Ismael. Ela o abandonou, pensando que ele estava prestes a morrer. Ela começa a soluçar. Mas no verso 17, diz que Deus ouviu, não Agar, mas o choro do rapaz. Então, Ele chama Agar e lhe indica o poço de água que ela ainda não tinha visto.
A questão é que, muitas vezes, pensamos que somos os únicos que se importam com nossos entes queridos em sofrimento. Clamamos a Deus. Mas Deus já ouviu o clamor deles antes mesmo de ouvir o nosso! Ele se importa com eles muito mais do que nós! Mesmo nos momentos mais difíceis de dor, Deus, em sua graça, suaviza o sofrimento daqueles que clamam a Ele.
Gênesis 21:22-34

Os versos 22 a 34 descrevem um incidente particular na vida de Abraão. O acordo feito entre ele e Abimeleque é importante tanto para ele quanto para nós. Por implicação, o acordo diz muita coisa a respeito dos medos e da fé de Abraão.
Por esse tempo, Abimeleque e Ficol, comandante do seu exército, disseram a Abraão: Deus é contigo em tudo o que fazes; agora, pois, jura-me aqui por Deus que me não mentirás, nem a meu filho, nem a meu neto; e sim que usarás comigo e com a terra em que tens habitado daquela mesma bondade com que eu te tratei (Gênesis 21:22-23).
Eles reconheceram que o motivo principal que os levou até Abraão foi o fato de ele ser uma pessoa amada por Deus.
Abimeleque procurou fazer um trato com Abraão porque nunca quis lutar contra ele. Pelejar com Abraão era atacar o Deus de Abraão e ter de contender com Ele. Por outro lado, fazer aliança com Abraão era ter Deus ao seu lado. Não é de admirar que Abimeleque estivesse tão ansioso para fazer esse acordo.
No entanto, percebem a lição que isso deve ter ensinado a Abraão? Ele havia mentido para Abimeleque a respeito de Sara, pois pensava que naquele lugar não havia temor de Deus e, portanto, numa nação pagã, não havia proteção para ele (cf. 20:11). Deus repreendeu sua incredulidade por meio deste testemunho vindo dos lábios de Abimeleque.
Como lição dessa passagem, aprendemos que a maioria dos nossos medos são totalmente infundados. Abraão se preocupava com sua segurança e a de sua esposa. Ele acreditava que Deus seria obedecido e Seu povo protegido somente onde Ele fosse conhecido e temido. Abraão devia aprender com o trato feito com Abimeleque que Deus cuida daqueles que são Seus. Se Abimeleque não ousava tomar um poço, quanto mais uma esposa ou uma vida. Todas as maquinações de Abraão foram por nada. A fé descansa nas promessas da aliança de Deus; o medo não tem sentido.
Você pertence a Ele, meu amigo? Se você crê na obra salvadora de Jesus Cristo em seu favor, então pertence. E, se pertence, Deus cuida de você. Aqueles que pertencem a Ele não precisam temer, pois Ele está com eles; na verdade, Ele está neles. E, a maior de todas as maravilhas, Ele nos trata com graça. Ele é fiel.
Vários fatores devem ser considerados para entendermos esta prova da forma apropriada. Em primeiro lugar, é preciso admitir um forte viés nesse assunto. Nós, que somos pais, sentimos repulsa só de pensar em sacrificar nossos filhos num altar. Por isso, projetamos nossa aversão em Deus, supondo que Ele também nunca pensou nisso. Em segundo lugar, vemos essa ordem do ponto de vista da cultura daquela época, que realmente praticava o sacrifício infantil. Se os pagãos praticavam, e Deus os condenava por isso, a prática tem de ser errada em qualquer contexto.
Mas somos forçados a concluir que o sacrifício de Isaque não poderia ser errado, quer fosse apenas tentado quer fosse realizado, pois Deus é incapaz de praticar o mal (Tiago 1.13 e ss; 1 João 1.5). Muito mais que isso, não poderia ser errado sacrificar um filho único porque Deus realmente sacrificou Seu único Filho:
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3.6; cf. Mateus 26.39, 42; Lucas 22.22; João 3.17; Atos 2.23; 2 Coríntios 5.21; Apocalipse 13.8).
Nesse sentido, Deus não pediu a Abraão para fazer algo que Ele mesmo não faria. De fato, a ordem de Deus tinha como objetivo preanunciar aquilo que Ele faria séculos depois na cruz do Calvário.
Só compreendendo a importância tipológica do "sacrifício de Isaque" podemos entender que a ordem de Deus é santa, justa e pura. A disposição de Abraão em renunciar ao seu único filho ilustrou, humanamente, o amor de Deus pelo homem, o qual O levou a dar o Seu Filho unigênito. A profunda agonia experimentada por Abraão refletiu o coração do Pai diante do sofrimento de Seu Filho. A obediência de Isaque tipificou a submissão do Filho à vontade do Pai (cf. Mateus 26.39, 42).
A fé de Abraão foi amplamente demonstrada no fato de ele estar totalmente disposto a cumprir a vontade de Deus. Sem sombra de dúvida, se Deus não tivesse intervindo, Isaque teria sido sacrificado. Na prática, Isaque já tinha sido sacrificado, por isso o ato era desnecessário.
Que nós possamos ter a mesma obediência, fé e coragem de Abraão de entregar tudo a Deus sem reserva.
Isaque, filho de Abraão, casou-se com 40 anos. Rebeca, sua mulher, era estéril, e ele orou por ela durante 20 anos. Quando Isaque tinha 60 anos, Rebeca foi curada em resposta a oração dele, concebeu e deu à luz seus filhos gêmeos, Esaú e Jacó.
Lições sobre a oração de Isaque:
- Não há causa perdida quando colocamos nas mãos de Deus.
- A vitória na oração exige perseverança. Isaque não deixou de insistir com Deus.
- Ele foi específico em sua oração.
É tempo de orar, para experimentar o poder de Deus através da oração!
Hoje, em muitos países pelo mundo é comemorado o dia de valentine. São muitas versões sobre a origem desse dia. Mas a mais divulgada é:
A que homenageia um padre romano que acreditava no amor. A versão mais aceita dessa história conta que, no século III, o imperador Claudius II proibiu os casamentos. E ainda assim Valentim continuou a fazer cerimônias, porque acreditava que o casamento dá sentido à vida.
Só que o imperador descobriu e mandou prender o padre. E aí entra o detalhe mais romântico: a filha cega de um carcereiro, chamada Artérias, foi visitar Valentim na prisão. Os dois se apaixonaram tanto, que a jovem recuperou a visão. Mas o imperador não estava nem aí e, no dia 14 de fevereiro do ano 270, decapitou Valentim.
Mas o que é o amor? À princípio o amor é ação, não palavras. O amor é o que o amor faz.Então hoje é um bom dia pra lembrar uma passagem bíblica que não vai deixar a gente ser levada pela maré do romantismo vazio. I Coríntios 13:4-13:
"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará".
Como vemos no texto de Gênesis 29:20 Jacó trabalhou 7 anos por Raquel e pareceu poucos dias pelo tanto que a amava.
Principal as meninas, são muito atenta as palavras, promessas e carinhos por parte do rapaz, mas não se atentam ao que realmente ele faz por ela. Por exemplo, fala muito em casamento, mas nunca comprou nem uma anel de noivado e nem fez o pedido formal, ou, fala muito em casar mas não arruma um emprego. Ou ele dá um anel com promessa, eles fazem sexo, mas nunca se casam. As meninas, querem casar, mas as vezes não sabem fritar um ovo e nem tem boa vontade para aprender. Fiquem atentos aos detalhes.
Por último mas não menos importante, ame a Deus acima de tudo. Se Deus for o centro dessa união ela irá bem. Quando amamos primeiro a Deus, obedecemos os seus mandamentos.
Desde que Labão se tornou hostil a Jacó, ele ficou mais sensível aos procedimentos de Deus e obteve ajuda e orientação. Agora uma visitação dos anjos Deus o despertou novamente e, em certa medida, o preparou para o que viria. Maanaim significa: dois acampamentos ou dois grupos. Diz respeito ao acampamento de Jacó e ao acampamento invisível e circundante dos anjos de Deus que protegiam Jacó e sua família. Aqui nós vemos que:
- Anjos de Deus nos encontram na estrada poeirenta da vida comum. Sabe, aqueles momentos críticos da vida em que agente diz: "só Deus por mim"... pois é... Ele está vendo ... Ele nos encontra.
- Os anjos de Deus nos encontram pontualmente na hora da necessidade. Sabe em situações em que eu ouvi pessoas contarem assim: "Alí eu pensei, vou morrer, não tem mais jeito e ajuda chegou na hora certa!".
- Os anjos de Deus aparecem na forma que precisamos: no caso de Jacó, o exército de Deus.
José era fiel a uma visão. A sua vida prova que uma visão afasta o povo do pecado (Pv 29:18). Porque ele cria naquilo que Deus tinha lhe mostrado, ele permaneceu firmemente fiel e leal em todos os seus relacionamentos, principalmente com Deus.
Pessoas que são fiéis ao projeto de Deus usufruirão a boa disposição de Deus e do próximo e serão bem sucedidos nos seus empreendimentos. Receberão a recompensa apesar de quaisquer dificuldades que tenham encontrado ao longo do caminho.
- APEGUE-SE FIRMEMENTE A VISÃO DADA POR DEUS A VOCÊ Gênesis 37:5-10.
- ESPERE O FAVOR DE DEUS A VISTA DO PRÓXIMO. ELE GARANTE FAVOR E SUCESSO AOS FIÉIS! (Gênesis 39:4).
- PERMANEÇA FIEL A DEUS EM TUDO QUE VOCÊ FAZ. NÃO FAÇA CONCESSÕES, principalmente quando a sua visão demora a cumprir-se (Gênesis 39:9).
- CREIA QUE DEUS É SUFICIENTE! Ele lhe deu os dons que você precisa para realizar seu propósito através de você (Gn 41:14, 57).
Confie na providência soberana de Deus! Ele faz com que todas as coisas obedeçam em seu benefício quando você PERMANECE FIEL ao seu chamado e propósito (Gn 45:7).
Deus pode falar conosco hoje através de sonhos, assim como Ele fazia nos tempos de José. Mas precisamos ser equilibrados em nossa abordagem porque muitos de nossos sonhos não são espirituais. Conheço pessoas que tem sonhos cada semana, e são sonhos bobos e as pessoas vão em sites na internet procurando saber o que significa e ser for coisa boa ficam ansiosas esperando acontecer, se for algo ruim ficam com medo! Não é assim que funciona. Precisamos ser equilibrados em nossa abordagem porque muitos de nossos sonhos não são espirituais. Se Deus está tentando lhe mostrar algo ou falar com você através de um sonho, acredito que ele confirmará isso em seu coração se você lhe pedir sabedoria, usar o discernimento e permanecer em sintonia com a sua palavra e Deus também explica o significado para você. Porque esse é o Seu propósito.























