Anvisa alerta para doenças inflamatórias após vacina contra a covid-19

A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta para o risco de duas doenças inflamatórias após vacina contra a covid-19. O comunicado relata a ocorrência em outros países de inflamações no músculo cardíaco e no tecido que envolve o coração. Isso aconteceu em pessoas que foram imunizadas com vacinas que usam RNA mensageiro, como a da Pfizer/BioNTech e da Moderna.
Dessas duas, apenas a Pfizer está registrada pela Anvisa para uso no Brasil, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

Os episódios foram identificados por autoridades sanitárias dos Estados Unidos. O principal órgão do setor naquele país (FDA, na sigla em inglês) apontou o risco dessas duas doenças (chamadas de miocardite e pericardite), sobretudo entre as pessoas que receberam as duas doses da vacina.

A Anvisa, no entanto, destaca que ainda não houve registro de situações como essa no Brasil e que os riscos desse tipo de ocorrência é baixo, sendo superado pelos benefícios da imunização com essas vacinas no combate à covid-19. Portanto, a agência mantém a recomendação de uso da Pfizer/BioNTech.

O alerta da agência visa chamar a atenção especialmente dos profissionais de saúde para que fiquem atentos a esses riscos e atuem no diagnóstico e tratamento, caso estes tipos de complicações sejam detectadas.

fonte: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/anvisa-alerta-para-doencas-inflamatorias-apos-vacina-contra-a-covid-19/

Novos efeitos colaterais são associados às vacinas contra Covid-19

A FDA, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, irá incluir um novo evento adverso raro na bula da vacina contra Covid-19 da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson. Segundo informações do The New York Times, as autoridades federais americanas identificaram cerca de 100 casos suspeitos de síndrome de Guillain-Barré entre os receptores da vacina. Após analisar os casos, eles concluíram que o risco de desenvolver a doença após a vacina é baixo, mas parece ser de três a cinco vezes maior que entre a população em geral.

Diante disso, a agência planeja incluir o problema como um dos possíveis efeitos colaterais raros do imunizante, mas reitera que os benefícios da vacina ainda superam qualquer perigo. A síndrome de Guillain-Barré é uma doença do sistema nervoso que causa paralisia temporária. Considerada de caráter autoimune, ela pode surgir em qualquer momento da vida e ser desencadeada após uma infecção. Seu início também já foi associado a outros imunizantes. A condição é reversível, mas pode deixar sequelas em 20% dos pacientes e matar 5% dos acometidos.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira,12, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) disseram que a maioria dos casos ocorreu cerca de duas semanas após a vacinação e principalmente em homens, muitos com 50 anos ou mais. Até o momento não há relatos entre a síndrome e outras vacinas contra o novo coronavírus, como a da Pfizer-BioNTech ou Moderna. Por outro lado, seis casos da doença foram relatados na Austrália, após a administração da vacina de Oxford-AstraZeneca, que utiliza tecnologia semelhante à da vacina da Janssen. No entanto, ainda não há comprovação de que o imunizante britânico possa causar a doença.

Outros eventos adversos

Essa não é a primeira vez que eventos adversos raros são associados às vacinas contra Covid-19 e incluídos na bula. No início do ano, as vacinas da Janssen e de Oxford-AstraZeneca, feitas a partir de vetor viral, foram associadas a casos raros de trombose. O efeito colateral foi considerado raro, mas incluído na bula e o imunizante passou a ser contraindicado para determinados públicos, como gestantes.

Recentemente, a vacina da Pfizer-BioNTech e a da Moderna, feitas a base de mRNA, foram associadas a casos de miocardite, uma inflamação no coração, e pericardite, inflamação na membrana que envolve o coração, em pessoas jovens. O problema também foi incluído na bula destes imunizantes.

Benefícios superam os riscos

Apesar de todas as descobertas, autoridades de saúde e especialistas são categóricos em afirmar que os benefícios das vacinas aprovadas superam os riscos. "A EMA [agência que regula medicamentos na União Europeia] confirma que os benefícios de todas as vacinas autorizadas contra a Covid-19 continuam a superar seus riscos, dado o risco da própria Covid-19 e de suas complicações, e das evidências científica que mostram que elas [as vacinas] reduzem as mortes e hospitalizações devido à Covid-19", escreveu a Agência Europeia de Medicamentos, em comunicado publicado na última sexta-feira, 9, após concluir que os casos de inflamação no coração estão associados aos imunizantes de RNA mensageiro.

"A vacina tríplice bacteriana, a tríplice viral e outras vacinas tem vários eventos adversos. Muito mais do que as que a gente está tomando agora. E todo mundo toma [essas vacinas] porque elas salvam mais vidas do que colocam em risco. E nós nunca estivemos tão expostos a risco como estamos nessa pandemia. Não tem que ter dúvida, tem que tomar a vacina”, disse a pesquisadora Sue Ann Costa Clemens, professora da Universidade de Oxford e consultora sênior da Fundação Bill e Melinda Gates, em entrevista à VEJA sobre o assunto.

Recentemente, a Anvisa publicou orientações sobre como notificar eventos adversos raros possivelmente associados à vacina. A agência também explica que as vacinas são seguras, mas como são "tecnologias novas, de produtos inovadores, é dever da autoridade sanitária prezar pelo monitoramento deles para verificar sua segurança e efetividade. Essa ação não surgiu com a pandemia do novo coronavírus. O acompanhamento de produtos para saúde introduzidos no mercado sempre foi feito por uma equipe técnica especializada. É a razão de existir da gerência de Farmacovigilância da Anvisa. Ocorre que, no caso da Covid-19, esse cuidado tem de ser intensificado devido ao uso em larga escala de vacinas de diferentes origens, aplicadas ao mesmo tempo, para imunização de toda a população brasileira", diz a agência.

Para quem sentiu algum desconforto após a vacinação e acredita que o sintoma pode está relacionado ao imunizante, a recomendação é acessar o sistema eletrônico VigiMed e notificar a suspeita de evento adverso.

fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/novos-efeitos-colaterais-s%c3%a3o-associados-%c3%a0s-vacinas-contra-covid-19/ar-AAM4tmM?ocid=mailsignout&li=AAggXC1

Anvisa emite alerta após casos de doenças em vacinados nos EUA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou comunicado alertando para casos registrados em outros países de inflamações no músculo cardíaco e no tecido que envolve o coração em pessoas que foram imunizadas com vacinas contra a Covid-19 que usam RNA mensageiro, como a da Pfizer/BioNTech.

Os episódios foram identificados por autoridades sanitárias dos Estados Unidos. O principal órgão do setor naquele país (FDA, na sigla em inglês) apontou o risco dessas duas doenças (chamadas de miocardite e pericardite), sobretudo entre as pessoas que receberam as duas doses.

Em seu comunicado, a Anvisa destaca que ainda não houve registro de situações como essa no Brasil e que os riscos desse tipo de ocorrência é baixo, sendo superado pelos benefícios da imunização com essas vacinas no combate à Covid-19.

A agência mantém a recomendação de uso da Pfizer/BioNTech, a única vacina autorizada até o momento que emprega a tecnologia do RNA mensageiro.

O alerta da agência visa chamar a atenção especialmente dos profissionais de saúde para que fiquem atentos a esses riscos e atuem no diagnóstico e tratamento, caso estes tipos de complicações sejam detectadas. Os sintomas mais comuns, conforme a Anvisa, são dor no peito, falta de ar, palpitações ou mudanças no ritmo dos batimentos cardíacos.

fonte: https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/covid-anvisa-emite-alerta-ap%c3%b3s-casos-de-doen%c3%a7as-em-vacinados-nos-eua/ar-AAM40b4?li=AAggXC1